1º semestre tem redução de quase 19% nos atendimentos a vítimas do trânsito no HGE
De janeiro a junho de 2020 foram 3.389 pacientes e 4.176 no mesmo período de 2019
O ano de 2020 está mais tranquilo no trânsito? Dados referentes aos atendimentos realizados pelo Hospital Geral do Estado (HGE) apontam que sim, evidenciando que, no primeiro semestre, houve uma redução de 18,85% nos atendimentos a vítimas de acidentes automobilísticos. Enquanto nos primeiros seis meses de 2019, a unidade hospitalar registrou a entrada de 4.176 vítimas do trânsito, no mesmo período deste ano foram 3.389 pessoas atendidas.
E a redução ainda é maior se forem analisados os números referentes aos meses da pandemia do novo coronavírus. É possível observar que de março a junho de 2019, o HGE atendeu 2.740 acidentados, contra 2.021 no mesmo período deste ano. Uma redução de 26,25% na assistência prestada a vítimas de acidentes de trânsito, conforme dados do Setor de Estatística do maior hospital público alagoano.
Para o cirurgião geral do HGE, Álvaro Bulhões, um dos profissionais médicos que atendem as vítimas de trânsito na área Vermelha Trauma, o isolamento social tem contribuído para esta redução. “As pessoas têm ficado mais em casa, as viagens foram inviabilizadas devido à ameaça do vírus. E, em geral, os acidentes que tem ocorrido envolvem, em sua maioria, as motocicletas”, salientou.
Nos primeiros seis meses de 2020, o HGE atendeu 1.466 acidentes envolvendo motos, seguidos de 1.261 colisões, 311 atropelamentos, 221 quedas de bicicletas e 130 capotamentos. José Antônio Peixoto, 59 anos, foi uma das vítimas assistidas na maior emergência estadual, após ser vítima de acidente envolvendo motocicleta.
Ele contou que vinha saindo do trabalho na moto, quando, ao passar pelo cruzamento de uma avenida, acabou derrapando. “Chovia muito, eu estava em alta velocidade e apressado para chegar em casa, porque minha esposa estava grávida e sentia dores”, descreveu José Antônio Peixoto.
São vários os casos que chegam à emergência, informou Álvaro Bulhões. “Muitos decorrentes de imprudência, principalmente de terceiros. Veículo que ultrapassa o sinal vermelho e atropela quem espera o sinal abrir, carro que sobe na calçada e o motorista não observa o pedestre, alguém que consumiu álcool e vitimou cidadãos. Bicicleta, carro, moto ou mesmo caminhão, qualquer que seja o veículo deve ser considerado uma arma fatal contra a vida. É de extrema relevância que as pessoas entendam que atitudes individuais podem gerar consequências graves para elas e, também, para outras pessoas”, alertou o cirurgião do HGE.
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