AL é o único selecionado do país para projeto da ONU-Habitat nas grotas
Projeto é de enfrentamento à Covid-19 nas grotas de Maceió
O governador Renan Filho e representantes do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lançaram um projeto de enfrentamento à Covid-19 nas grotas de Maceió.
Alagoas é único estado do Brasil que teve projeto selecionado entre as 56 propostas do mundo. A ONU-Habitat separou um fundo de um milhão de dólares para financiar os projetos selecionados.
Para o governador Renan Filho, essa ação é extremamente importante para fortalecer ainda mais as políticas públicas voltadas para a população em situação de maior vulnerabilidade.
“Vamos identificar, com um olhar ainda mais apurado, as necessidades da população das grotas nesse momento de pandemia e de que forma atuaremos na posterior recuperação econômica e aumento da qualidade dessas famílias. Parcerias como essas, com as Nações Unidas, destacam as políticas públicas do Estado de Alagoas e o Vida Nova nas Grotas, uma das principais ações para cuidar de maneira próxima de quem mais precisa”, afirma.
“Queremos entender melhor essa dinâmica para organizar uma resposta mais articulada com essa realidade. Como adaptar e acompanhar essa população de maneira que o impacto da Covid-19 seja menos agressivo nesses assentamentos informais”, aponta Alain Grimard, Oficial Sênior Internacional do ONU-Habitat Brasil.
Como vai funcionar?
O projeto terá uma duração de três meses e possui dois componentes principais. O primeiro é a produção de dados, que tem como objetivo o levantamento de informações junto a líderes comunitários e à população das grotas de Maceió por meio de pesquisa telefônica – a primeira rodada de entrevistas teve início no dia 17 de julho. O segundo é a participação e engajamento comunitário que tem o intuito de envolver jovens moradores das grotas na criação de conteúdos de comunicação para conscientização e difusão sobre a Covid-19 nas grotas, e fora delas também.
Os dados coletados servirão de embasamento para um diagnóstico sanitário e socioeconômico que auxiliará na formulação de soluções emergenciais e políticas de sustentabilidade para melhoria das condições de vida nessas localidades.
Na primeira pandemia no mundo urbanizado – quando a população urbana é superior a 50% –, o ONU-Habitat buscou estruturar respostas à calamidade sanitária que se abateu sobre as cidades, principalmente sobre os espaços de maior vulnerabilidade, como grotas, favelas e outros assentamentos informais.
Por meio do componente de participação e engajamento comunitário do projeto, um grupo de jovens moradores das grotas, que atuarão como multiplicadores, terão a oportunidade de fazer um intercâmbio virtual com líderes e jovens de favelas do Rio de Janeiro e de países da África Lusófona, como Guiné Bissau, Moçambique e Angola.
“Outro objetivo é também trabalhar com os jovens dessas comunidades para que eles produzam conhecimento com a linguagem que eles utilizam – deles para eles mesmos – e para que a gente possa ampliar os conhecimentos das medidas preventivas, dos direitos, de como a grota está se comportando frente à Covid e do que as pessoas podem fazer diante da pandemia”, relata Rayne Ferretti Moraes, Oficial Nacional do ONU-Habitat.
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