Operação que invadiu live de grupo de pagode buscava chefe de milícia
O alvo era Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, que lidera uma das maiores quadrilhas do Rio
A operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que invadiu uma live do grupo de pagode Aglomerou, em Angra dos Reis, buscava Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como chefe da maior milícia do estado.
A quadrilha liderada por ele atuava na zona oeste da capital e se expandiu para cidades da Baixada Fluminense. Hoje, o Disque Denúncia (21-2253-1177) oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão de Ecko. As informações são do jornal Extra.
A operação ocorreu no domingo (26/7) e a invasão acabou transmitida ao vivo pela internet, já que ela ocorreu na casa ao lado de onde era feita a live. Os policiais invadiram a casa fortemente armados e com apoio tático de um helicóptero.
Antes de o show ser interrompido, algumas pessoas da produção foram abordadas por policiais e levantaram as camisas para mostrar que não estavam armadas. Quando notaram a presença dos visitantes inesperados, os músicos pararam de tocar e correram agachados para um local longe das câmeras. Um agente carregando um fuzil chegou a passar correndo em meio aos integrantes da banda.
Em nota, a Polícia Civil informou que a live “foi interrompida para evitar que alguém pudesse ser ferido durante a ação”. Ninguém foi preso durante a operação.
Mais tarde, os artistas fizeram uma publicação nas redes sociais para tranquilizar os admiradores. “Galera, estamos bem. Tá acontecendo uma operação policial em uma casa bem próxima aqui do espaço. Então, ocorreu esse fato, mas tá todo mundo bem. Não tem nenhum vínculo com o espaço. Não tem problema nenhum com quem tava aqui dentro da live. Tá tudo certo. A gente vai remarcar a live porque a gente tá meio sem clima para fazer”, disse o vocalista, João Victor.
A banda excluiu o vídeo de seu canal oficial no YouTube, mas o trecho disponibilizado por internautas no Twitter viralizou. “Tem coisas que só acontecem em Angra”, ironizou um fã. O Metrópoles entrou em contato com a Polícia Civil, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
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