Governador pede à Sindicato de Policiais Penais que não impeça a entrada de alimentos no sistema prisional
Medida tem provocado insatisfação das famílias dos detentos e gerado vários protestos na capital
Durante coletiva sobre a pandemia em Alagoas na manhã desta segunda-feira (24), o governador Renan Filho fez um apelo ao Sindicato de Policiais Penais de Alagoas, para que reveja a proibição da entrada de alimentos no sistema prisional. A medida tem provocado insatisfação das famílias dos detentos e gerado vários protestos na capital.
“Também gostaria de protestar ao lado das famílias. Não tem nenhum sentido proibir a entrada de alimentos! Faço um apelo ao sindicato dos policiais penais, não impeça a entrada de alimentos no sistema prisional. Porque a família precisa levar alguma coisa para seu ente que está lá. Isso é tradicional no sistema prisional brasileiro. Acho que isso precisa ser revisto, principalmente nesse momento de pandemia”, defendeu.
Renan Filho pediu ainda a compreensão das famílias em relação à suspensão das visitas durante a pandemia para evitar ampliação de contágio e ressaltou que esse e outros cuidados da Secretaria de Ressocialização e Inserção Social (Seris) têm sido fundamentais para o controle do coronavírus dentro das unidades. “Vale ressaltar que o trabalho conjunto do governo do Estado com os policiais penais e a secretaria garantiu que não tenha tido nenhum óbito no sistema prisional. Não houve surto de Covid no sistema prisional. Ás famílias eu digo, não há segurança nesse momento de pandemia. Se o surto entrar no presídio, como vamos controlar?”, disse.
O governador afirmou que há uma mesa de negociação entre o sindicato e o Estado, comandada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e que o concurso reivindicado pela categoria será feito no primeiro semestre do ano que vem. Estão em discussão também melhorais salariais e bolsas. “Íamos fazer esse ano o concurso, não fizemos por causa da pandemia no primeiro semestre e no segundo semestre é ano eleitoral”, concluiu ressaltando que a negociação dos policiais penais é legítima, justa e razoável.
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