Isolamento social reduz em 20% as internações por tentativas de suicídio no HEA
Dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo maior hospital público do interior de AL
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem revelado uma mudança significativa na rotina da vida das pessoas, com reflexos positivos em um item que sempre chamou a atenção na área da saúde pública no interior de Alagoas: os casos de tentativas de suicídio.
Nesta quinta-feira (10), relatório divulgado pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, aponta uma redução de 20% nos casos de internação de pessoas que, por alguma razão, tentaram tirar a própria vida.
De janeiro a agosto de 2019, o maior hospital público do interior de Alagoas registrou 507 casos de tentativas de suicídio. O levantamento mostra que, no mesmo período de 2020, o HE do Agreste atendeu 398 pessoas.
“Apesar da significativa queda de pessoas internadas, principalmente a partir do mês de maio, devido ao isolamento social para a prevenção do novo coronavírus, o número ainda é alto, com mais de um caso por dia”, salienta a coordenadora do núcleo, a assistente social Ana Lúcia Lima.
Ela explica que a criação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica ocorreu no ano de 2007 e, desde então, o Hospital de Emergência do Agreste vem notificando e monitorando os casos de pacientes internados por conta de tentativas de suicídio. “Essa redução nos surpreendeu, mas os números ainda chamam a atenção das autoridades sanitárias, merecem uma atenção especial e clamam por medidas de prevenção, tanto dos municípios na área da atenção à saúde mental das pessoas, quanto das famílias dos pacientes”, observa Ana Lúcia Lima.
Para a psicóloga Mônica Leal, que coordena há quatro anos, no HE do Agreste, o projeto Preparando a Volta Para Casa, os números de tentativas de suicídio sempre foram muito altos em toda a região.“A gente esperava uma redução dos casos, porque a pandemia veio nos mostrar que a solidariedade e o amor podem vencer a Covid-19. As famílias estão mais unidas para almoçar, jantar, conversar, ouvir um ao outro com os seus pensamentos e emoções”, explica a psicóloga.
Diálogo e compreensão - Ainda de acordo com Mônica Leal, antes da pandemia do novo coronavírus, as pessoas viviam isoladas em suas próprias casas e unidas, muitas vezes, apenas através de aparelhos eletrônicos, sem demonstração de carinho, amor e ajuda para superar os problemas cotidianos. “Toda a tecnologia não era suficiente para acabar com as angústias e ansiedades.
Agora, as pessoas passaram a interagir mais, conversar e brincar juntas, com os pais mais próximos dos filhos e os maridos mais próximos das suas esposas. Estamos muito felizes com esses dados. Eles mostram que o dinheiro sem amor não é nada e que é possível acreditar que o bem existe, o amor e a coletividade estão acima dos interesses pessoais”, complementa a psicóloga.
Veja também
Últimas notícias
Vereadores destacam potencial produtivo da Câmara de Maceió na Feira dos Municípios
Traipu destaca suas potencialidades na estreia na 13ª Feira de Municípios Alagoanos
Ao lado de JHC e Paulo Dantas, Lula entrega moradias e comemora marco do Minha Casa, Minha Vida
Suspeito de mais de 20 assaltos com transferências via Pix é preso em Maceió
Ao lado de prefeitos, Lula entrega ambulâncias e Unidades Odontológicas Móveis para AL
Vereador César Felizardo solicita elaboração de plano evitar falta d’água em Jequiá da Praia
Vídeos e noticias mais lidas
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
