Diagnóstico precoce é a melhor arma contra o câncer de mama, diz mastologista
Exames mais modernos e novas drogas auxiliam no tratamento da doença

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, por ano, mais um milhão de novos casos de câncer de mama e cerca de 460 mil mortes pela doença são registradas no mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos. Os números reforçam a necessidade de investir na prevenção da doença.
O médico Alexandre Calado, da Santa Casa de Maceió, é mastologista há 30 anos e vem acompanhando a evolução dos tratamentos. “Os exames complementares de imagem estão cada vez mais modernos e o surgimento de novas drogas auxiliam bastante no tratamento. Assim, as cirurgias menos mutilantes são cada vez mais realizadas”, afirma o especialista.
Segundo ele, não existe um método específico para prevenir o câncer de mama. “Em 10% das vezes, o câncer é hereditário. O que pode ser feito são exames para que o diagnóstico seja realizado ainda em uma fase bem precoce, com tumores bem pequenos, cujo prognóstico normalmente são melhores. Por isso é importante procurar o mastologista duas vezes ao ano”, destacou Alexandre Calado.
O diagnóstico da doença pode ser realizado por meio de exame físico ou exames complementares. Tumores menores que 2 centímetros normalmente são diagnosticados por mamografia e ultrassom. Já as microcalcificações, que podem ser um câncer em fase inicial, só serão diagnosticadas pela mamografia. Esse exame deverá ser realizado a partir dos 40 anos. Em pacientes com histórico familiar da doença, a monitoramento deve ser iniciado um pouco mais cedo. Tratamentos mais radicais, como a retirada de uma ou ambas as mamas, são realizados em casos específicos, como mãe e irmã com a doença ou em pacientes com mutação nos genes BRCA 1 e 2. A cirurgia evita o câncer em quase 100%, mas possuem complicações que devem ser avaliadas pelo mastologista.
“No momento que a paciente recebe a notícia de que doente, o impacto é muito grande. Mas depois vem a vontade de tratar logo e ficar boa. É uma fase muito difícil que necessita de muito apoio familiar e de profissionais relacionados”, finalizou o mastologista.
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