Homem usa caixa de papelão na cabeça como máscara improvisada
As imagens do cabeça de papel geraram muitos comentários e dúvidas sobre a identidade da pessoa e também sobre a eficácia da máscara improvisada.
Um vídeo publicado em uma rede social de grande audiência nas cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, Região Central de Minas Gerais, foi o assunto dessa quarta-feira (6). As imagens mostram um homem dentro de um supermercado na cidade de Mariana que ao invés de usar a máscara de tecido para evitar a transmissão/contágio da COVID-19 resolveu inovar colocando uma caixa de papelão na cabeça com furos nos olhos, imitando uma máscara. As imagens do cabeça de papel geraram muitos comentários e dúvidas sobre a identidade da pessoa e também sobre a eficácia da máscara improvisada. O dono da página no Instagram, Enquanto isso em Ouro Preto, Leandro Borba, conta que em uma hora o vídeo teve mais de mil curtidas e que na manhã desta quinta-feira (7) já são mais de 2 mil.
“Os comentários são o que mais me diverte. Muitas pessoas estão marcando os amigos sugerindo a ideia para quando esquecerem a máscara em casa. Outros brincam que é só em Mariana que acontece essas coisas e estão pedido ajuda da Nasa para descobrir a identidade do mascarado, mas a verdade é que até agora a pessoa não foi identificada para explicar o porquê da decisão inusitada”. Borba fala que as brincadeiras entre marianenses e ouropretanos são normais. "Por sermos cidades irmãs, a brincadeira é permitida. "Muitas pessoas de Ouro Preto frequentam Mariana e vice-versa e a pergunta do milhão na região é: quem é a pessoa por debaixo da máscara de papelão?". Em Mariana, um decreto publicado pela em abril de 2020 determina que todas as pessoas utilizem máscaras, de preferência caseiras, sempre que saírem de casa para evitar a transmissão comunitária do Coronavirus (Covid-19) e proíbe o acesso das pessoas que não estejam utilizando máscaras em estabelecimentos comerciais.
Eficácia e riscos De acordo com o Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) máscaras transparentes de PVC, de silicone, de tricô e de papelão não são eficazes para evitar a transmissão e contágio da COVID-19. Qualquer abertura entre a máscara e o rosto diminui a eficácia de proteção em mais de 50% , o ideal são as máscaras recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As máscaras indicadas são feitas de material absorvente, tipo algodão; material sintético, tipo polipropileno e material hidrofóbico, como o poliéster. As máscaras fabricadas em casa devem consistir de ao menos três camadas, de diferentes materiais. Além disso, segundo o Departamento, máscaras não são enfeites e por isso, evitem adereços como lantejoulas, pérolas e bordados porque podem dificultar a higienização.
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