“É uma aberração”, diz defensor público sobre Projeto de Lei que permite pessoas a não se vacinarem
Matéria foi apresentada na Câmara Municipal pelo vereador Leonardo Dias, nessa segunda-feira (18)
“É uma aberração do ponto de vista político e constitucional”. A afirmativa é do defensor público e Doutor em Direito Constitucional, Othoniel Pinheiro, ao comentar Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal de Maceió, nessa segunda-feira (18), de autoria do vereador Leonardo Dias (PSD), que propõe que os maceioenses tenham a opção de não se vacinar.
De acordo com o operador do Direito, a propositura do vereador – que é seguidor da ideologia política do presidente Bolsonaro – atrapalha o esforço em conjunto do Estado para salvar vidas. Ele entende que a matéria é inócua, levando em consideração que não houve obrigatoriedade para o uso do imunizante da Covid-19.
“Não faz sentido algum incitar na sociedade esse tipo de discussão em um momento que exige esforço de todos em uma campanha a favor da vacina e jamais uma campanha contra a vacina”, justificou.
Segundo Othoniel Pinheiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Estado e Municípios podem aplicar sanções indiretas para cidadãos que optem por não tomar a vacina, proibindo essas pessoas de exercer atividades coletivas especificas como meio de não disseminar o novo coronavírus.
“Em nenhum momento a Prefeitura de Maceió falou em punição para aqueles que não se vacinassem. Não tem sentido discutir isso. É uma alegação teratológica, lembrando também que um vereador não possui a iniciativa de projeto de lei que institua atribuições ao Poder Executivo, temática esta de iniciativa do Prefeito”, explicou.
VEREADOR DIZ QUE DIREITOS NÃO DEVEM SER SUPRIMIDOS
Em sua justificativa, o autor da polêmica matéria revela que o objetivo é garantir que o cidadão não tenha seus direitos básicos suprimidos. "Muito embora a disponibilização da vacina seja uma grande vitória, ainda restam dúvidas sobre possíveis efeitos colaterais, conforme apontados pela Anvisa durante a autorização por uso emergencial. Por conta disso, entendo ser fundamental que cada cidadão decida por si próprio se deve ou não ser vacinado.
Últimas notícias
Rico Melquiades volta atrás e diz que não vai mais morar em Portugal: 'Nunca nem pensei'
Combate ao crime marca atuação de deputado Fabio Costa na Câmara
Fios caídos no chão deixam trânsito lento no bairro Jatiúca, em Maceió
Adolescente é encontrada morta com marcas de violência em Colônia Leopoldina
Júlia Nunes diz que defesa das mulheres será principal bandeira de seu mandato
Pedreiro morre após cair de coqueiro na zona rural de Taquarana
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
