Senador pensa que está fora do ar e mostra dedo do meio ao falar de pandemia
Ney Suassuna mostrou dedo do meio ao falar de colega de Congresso que está internado pela covid-19
O senador Ney Suassuna (Republicanos-PB) estava ao vivo em um jornal da TV Correio, afiliada da Record na Paraíba, e acabou mandando um dedo do meio ao falar de um colega de Senado que se recupera da covid-19. Ele se referia a Zé Maranhão (MDB), também parlamentar pelo seu estado.
Ney Suassuna foi questionado sobre a recuperação de seu colega José Maranhão (MDB-PB), que está internado com covid-19 desde o dia 4 de dezembro em uma Unidade de Terapia Intensiva em São Paulo. Ele falou que torcia pela recuperação do amigo e representante do povo paraibano na casa alta do parlamento brasileiro, mas deixou escapar um dedo do meio no meio da fala. Aparentemente, Suassuna acreditou que já estava fora do ar.
Suassuna é suplente de Veneziano Vital do Rego (MDB), ex-prefeito de Campina Grande. Veneziano está licenciado e foi condenado por improbidade administrativa no ano passado. Ney já foi senador em outras legislaturas e está no cargo desde o dia 29 de setembro de 2020.
José Maranhão é considerado um dos maiores políticos da Paraíba. Na política desde 1954, quando foi eleito deputado estadual, o senador é o decano da casa; aos 87 anos, é o parlamentar mais velho de todo o Congresso Nacional.
Ney Suassuna nega gesto obsceno
A assessoria de Suassuna defendeu-se: “O Ney Suassuna rechaçou com veemência que tenha mostrado o dedo da mão direita quando se referia à recuperação do estado de saúde do senador José Maranhão, diagnosticado com Covid-19, em recuperação na cidade de São Paulo”, afirmou a assessoria do parlamentar. “Na verdade, o senador gesticulou com a mão direita ao reclamar da entrada de um assessor na sala onde concedia a entrevista”, e disse que qualquer interpretação fora desse contexto seria maliciosa.
O diretório estadual do MDB na Paraíba e o diretório municipal do partido na capital João Pessoa enviaram notas de repúdio à Suassuna. “É de conhecimento público e notório que o Senador José Maranhão se encontra em fase complicada de recuperação, internado em UTI, após ter sido acometido da COVID-19, de sorte que o reprovável, antiético e absurdo gesto praticado pelo suplente Ney Suassuna configura uma gravíssima agressão”, diz a nota.
“Tal gesto também revela um nefasto sentimento contra as milhares de vítimas brasileiras que tentam se recuperar, afora as que não resistiram, deste malfadado vírus que transformou a face do planeta – postura jamais esperada de qualquer ser humano, tampouco de alguém que ostenta, mesmo como suplente, uma representatividade popular”, adiciona a nota.
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