Polícia

Órgãos ambientais fazem operação e apreendem 285 aves silvestres

Cinco armas foram apreendidas e efetuada a prisão em flagrante de três caçadores

Por 7Segundos, com IMA 12/02/2021 10h10 - Atualizado em 12/02/2021 10h10
Órgãos ambientais fazem operação e apreendem 285 aves silvestres
Órgãos ambientais fazem 12º edição da Operação Curupira - Foto: Ascom IMA

Fiscalizar e coibir crimes ambientais é o foco da Operação Curupira. Nesta décima segunda edição foram apreendidas 285 aves silvestres, cinco armas e efetuada a prisão em flagrante de três caçadores. As ações aconteceram entre os dias 5 até 11, com a parceria do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), sob a coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

As equipes estiveram nos municípios de Murici, Joaquim Gomes, Branquinha, União dos Palmares e São José da Lage, que fazem parte do entorno da Área de Proteção (APA) de Murici e da Estação Ecológica de Murici.

Durante a Operação, os fiscais encontraram 10 carcaças de animais silvestres abatidos das espécies de preá, tatu verdadeiro, teju, jacaré, cutia e paca. Ainda, houve a apreensão de 12 tatuzeiras e cinco espingardas, também foram destruídas 330 gaiolas e alçapões.

Um dos pássaros apreendidos durante a ação. Foto: ICMbio

A maior parte das 285 aves apreendidas foram devolvidas à natureza. As que apresentaram estado de debilidade mais acentuada ou com maior tempo de cativeiro, foram encaminhadas ao Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lá os animais vão para reabilitação, tratamento e posterior tentativa de soltura.

Diante dos crimes ambientais encontrados, 16 autos de infração foram lavrados o que totalizou R$ 91 mil. Epitácio Correia, gerente de Fauna, Flora e Unidades de Conservação (Gefuc) do IMA, afirma que as ações de fiscalização são muito positivas pois desse modo crimes ambientais são coibidos e criminosos são autuados.

“Geralmente são crimes ambientais voltados à caça, tráfico e comércio de animais silvestres. Mas a gente alerta e ficamos bastante preocupados com esse hábito de caça, pois sabemos que não é por subsistência”, expõe o gerente demonstrado preocupação também com os riscos sanitários do consumo, pois não existe inspeção desses animais.

A Operação Curupira 12 evidencia a importância de continuar as fiscalizações e parcerias com outros órgãos. Uma vez que existe a maior troca de informações e grande interação nas ações integradas. Resultando em atividades positivas de proteção ao meio ambiente.