Saúde muda data e diz que só soube da crise em Manaus em 17 de janeiro
Ministro Eduardo Pazuello afirmou inicialmente que um e-mail foi enviado no dia 8 pela empresa que abastece a cidade com oxigênio
Após dizer que soube da escassez de oxigênio em Manaus no dia 8 de janeiro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou a data e informou que só soube da crise na capital amazonense nove dias depois.
Inicialmente, o Ministério da Saúde havia informado que a White Martin, empresa responsável pelo abastecimento de oxigênio nos hospitais da cidade, enviou um e-mail no dia 8 com a previsão. No entanto, Pazuello informou em depoimento que ficou sabendo da situação no dia 10.
O ministro da Saúde disse também que nunca recebeu oficialmente um comunidade da empresa sobre o iminente colapso na capital do Amazonas.
O Ministério da Saúde apresentou ainda uma outra data, em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesse domingo (28/2). A pasta informou que a White Martins só fez o comunicado no dia 17. As informações são do G1.
O documento enviado à Corte é assinado pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.
“O Ministério da Saúde não havia sido informado da crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus, ciência que apenas se operou em 8 de janeiro, por meio de e-mail enviado pela empresa fabricante do produto”, informa na primeira manifestação enviada ao ministro Ricardo Lewandowski pela AGU.
A crise da falta de oxigênio em Manaus fez vários doentes serem transferidos para hospitais de outros estados, além de deixar 30 pessoas mortas. A crise mobilizou governo, famosos e líderes de outros países, que enviaram oxigênio a Manaus. Só a Venezuela, por exemplo, ofereceu 107 mil metros cúbicos de oxigênio.
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