Médico diz que está com ‘emocional destruído’ após briga em resort na Bahia
Renato Hideki e a psicóloga Valentina Baldino afirmam que, mesmo após gritos por ajuda, funcionários do hotel não ofereceram nenhum tipo de suporte
Um grupo de quatro pessoas acusa um empresário do Distrito Federal de agressão com socos durante uma discussão no resort de luxo Vila Galé Marés, localizado no município de Camaçari, na Bahia. A psicóloga Valentina Baldino, o consultor imobiliário Augusto Amorim, o bancário Bruno Figlioli e o médico Renato Hideki alegam que foram vítimas de espancamento por um homem, que se ofendeu quando o grupo pediu que uma criança que estava com ele brincasse mais longe, pois estaria jogando água neles.
”Fisicamente estou com um corte no rosto, levei pontos, mas é o meu emocional que está destruído. Como o agressor e a família não foram expulsos do hotel, a gente ficou com mania de perseguição, e por uma briga que nem foi nossa”, contou em entrevista à Jovem Pan Renato Hideki, que estava no hotel para comemorar a lua de mel com o noivo Bruno, e conheceu Valentina e Amorim na primeira noite no local. Segundo o médico, ele e o companheiro estavam “só querendo ajudar a apartar uma briga”, e acabaram sendo agredidos a socos. O casal já acionou advogados em Camaçari, Salvador, São Paulo e Florianópolis e vai mover uma ação tanto contra o hotel quanto contra o agressor.
De acordo com Renato, ele, Valentina, Amorim e Bruno estavam na piscina, junto com uma família “visivelmente alcoolizada”. “A criança ficou jogando água na gente, ela estava brincando, pedimos para a avó que ela brincasse um pouco mais para o lado.
Antes disso, já estávamos perto de toda a família agressora, porque era uma das poucas regiões da piscina que tinha sombra, mas como eles estavam embriagados saímos de perto. A Valentina pediu para ele [criança] brincar um pouco mais longe, e a avó respondeu: ‘Criança é assim, você é mãe? Se for mãe, deve ser uma péssima mãe'”, relatou.
Segundo ele, a avó se afastou, mas a esposa do agressor retornou com uma boia, junto com a criança. “A mãe pegava a boia e devagar ficava jogando a boia em cima da gente. A Valentina novamente virou e perguntou: ‘Poxa, falamos com a outra moça, que a criança está jogando água, não tem porque isso, a piscina é muito grande’, e a mãe falou que a piscina era muito grande mesmo e que nós poderíamos sair dali também. Foi o único momento que o Bruno, meu marido, falou alguma coisa: ‘Moça, a criança está jogando água na gente’, ele disse.
Ela falou: ‘Se você está na piscina, é para se molhar’. E ele respondeu: ‘Você gostaria que alguém jogasse água na sua cara? É muito chato’. De repente, as mulheres da família começaram a gritar apontando na nossa direção. Com isso, veio a mãe e o pai do menino, eu puxei o Bruno para trás e a Valentina e o Augusto ficaram na frente”, continuou Renato.
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