Familiares de reeducandos cobram inclusão do sistema prisional em nova flexibilização
Um ato ocorrerá em frente à sede da Seris, no bairro do Farol
Com visitas e entregas de feiras suspensas, familiares de reeducandos estão cobrando flexibilização nas medidas prevenção ao novo coronavírus dentro do Sistema Prisional de Alagoas.
O grupo fará um ato na próxima quinta-feira (22), às 8h, em frente Secretaria de Ressocialização Social (Seris), no bairro do Farol, em Maceió. De acordo com informações de representantes do movimento, a manifestação não irá bloquear avenidas e será pacífica.
“Não é justo que bares, restaurantes, praias, hotéis, igrejas e templos possam funcionar com 30% de sua capacidade e o sistema prisional seja esquecido”, disse uma das representantes, que não quis se identificar.
Um ponto levantado pelo grupo é que policiais penais e os profissionais da Segurança Pública em geral já começaram a ser imunizados contra a Covid-19. Segundo ela, a morte e o adoecimento de policiais penais com o vírus foi o principal argumento da Seris quando tudo foi fechado.
A representante dos familiares também ressaltou a importância do retorno do envio dos alimentos e produtos higiênicos.
“Em dezembro, quando as visitas voltaram, vimos homens adultos chorando como crianças, dizendo o que tinham passado naquele lugar. Sem um sabão para roupa, sem o sabão pra lavar a cela. Era um lugar úmido, um lugar mal cheiroso, porque não tinha sabão. Então, estamos clamando”.
Além disso, o grupo também alega que os números disponibilizados para contato com o Sistema Prisional, para obter informações sobre reeducandos, nunca está disponível.
Ao 7Segundos, a assessoria de imprensa da Seris informou que, por enquanto, não há previsão de revisão na suspensão, pois a secretaria está seguindo o decreto governamental, que colocou Alagoas na fase vermelha do Plano de Distanciamento Social.
Sobre a imunização, a Seris explicou que apenas os policiais penais acima de 45 anos foram imunizados. Em relação a comunicação, assessoria da Seris informou que vai passar a denúncia sobre indisponibilidade dos número ao setor responsável.
Também ressaltou a criação do projeto “uma carta para você”, em que os familiares podem trocar cartas com reeducandos por meio de um sistema elaborado e monitorado pela secretaria.
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