40% das cidades não têm condições ideais para conservar vacinas
O levantamento mostra que 22% dos municípios têm metade ou menos de metade das unidades de saúde com o equipamento.
Quatro a cada 10 cidades brasileiras não têm as condições ideais para armazenar vacinas contra a covid-19, de acordo com estudo que ouviu gestores de saúde de 5.569 municípios.
A pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em parceria com o grupo Unidos pela Vacina aponta problemas de infraestrutura e falta de equipamentos na implementação do PNI (Programa Nacional de Imunização).
O item com maior escassez nas unidades de saúde é a geladeira. Os refrigeradores ideais para os imunizantes contra o coronavírus devem ter termômetro e alarme, além de estar em boas condições de conservação.
O levantamento mostra que 22% dos municípios têm metade ou menos de metade das unidades de saúde com o equipamento. Outros 18% não contam com equipamento em todas as unidades. São 6 a cada 10 cidades aquelas que têm a geladeira ideal para conservação das vacinas contra a covid-19.
O estudo aponta que 35% dos municípios não têm uma sala de vacinação em condições adequada e 32% não têm termômetros e pilhas em número suficiente para aferir as temperaturas de caixas térmicas.
Em 19% dos municípios, a maioria das unidades de saúde não utiliza a internet para registros da vacinação. Em 12%, não há computadores. Nesses casos, o registro é feito em planilha manual e digitalizado posteriormente.
Em relação às estratégias de vacinação, 99% dos gestores municipais disseram ter adotado a aplicação em domicílio. Os sistemas de postos volantes ou drive-thru foram utilizados em 67% das cidades.
Sobre as medidas para controle da disseminação do coronavírus, apenas 1% dos gestores afirmou que nunca impôs a obrigatoriedade do uso de máscara. Foram 2% os que disseram nunca ter determinado restrições no horário de funcionamento de estabelecimentos e serviços.
A falta de imunizantes é apontada por 47% das cidades como o principal desafio para a acelerar o ritmo da vacinação, seguida pela falta de profissionais de saúde (18%) e pelos desafios de comunicação com a população (8%).
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