Vigilância Sanitária discute melhorias com donos de avícolas
Objetivo é a melhoria da qualidade de atendimento e das práticas de manipulação de alimentos no segmento
Para garantir as boas práticas de manipulação de alimentos, o cumprimento da legislação sanitária e o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), 23 proprietários de avícolas da capital receberam orientações da Vigilância Sanitária de Maceió (Visa). A reunião ocorreu nesta sexta-feira (23), no auditório da Diretoria de Vigilância em Saúde, em Jaraguá.
O encontro foi organizado pela Visa em parceria com a Secretaria de Segurança Comunitária e Convívio Social (SEMSCS) e o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Covid-19.
Segundo o coordenador da Visa, Aiton Santos, essa força-tarefa integrada é fundamental garantir a qualidade dos serviços oferecidos à população. “Todas essas avícolas já foram fiscalizadas e orientadas pela Vigilância Sanitária sobre a correta higienização dos produtos e do ambiente de trabalho e a importância do uso de EPIs. O diálogo é a base da gestão JHC para transformar nossa cidade. Com um esforço conjunto, vamos continuar garantindo os melhores produtos para a população e o emprego desses trabalhadores”, destaca.
Thiago Prado, à frente da Semscs, conversou com os comerciantes sobre a importância de se ter atenção à correta higienização dos produtos. “Nosso objetivo não é interditar avícolas, mas dialogar e buscar melhorias. Interdição só em último caso”, afirma.
Prado alertou os comerciantes sobre a descoberta de fraudes nas fiscalizações, quando algumas avícolas injetaram água nos frangos para aumentar seu peso. “Esse é um crime previsto no artigo 272 da legislação penal, que é a adulteração de substâncias ou produtos alimentícios. Essa punição ocorre primeiro na esfera administrativa, com a utilização do Código de Vigilância Sanitária e, em último caso, se aplica a legislação penal. Estamos bastante atentos a isso durante as operações”, salienta.
A nutricionista da Vigilância Sanitária de Maceió, Amanda Barros, explicou que os alimentos podem ser contaminados por substâncias tóxicas, parasitas, micróbios ou mesmo utensílios ou pelas mãos não higienizadas. “As pessoas que consomem esses alimentos podem adoecer e, até mesmo, vir a óbito. Higienizar e manipular corretamente as aves e o espaço de trabalho é essencial”, conta.
A iniciativa da Prefeitura de Maceió foi aprovada pelos proprietários de avícolas presentes na reunião.
“O trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura nos mercados de Maceió é excelente. Quanto mais fiscalizações e orientações, melhor será o nosso serviço”, informa Jeferson Bezerra, representante dos proprietários de avícolas.
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