AL registrou 68 casos de injúria racial e violência contra LGBTQI+ cresceu
Dados são da 15ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública
A nova edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública trouxe um recorte importante em relação aos crimes de racismo e injúria racial e crimes violentos contra a população LGBTQIA+.
Divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (15), os dados mostram que Alagoas registrou 68 casos de injúria racial no ano de 2020, cerca de 7% a menos que em 2019, com 73 casos contabilizados.
Quando o assunto é racismo, os dados de Alagoas aparecem em branco, o que não significa que não houve registros. Vale lembrar que há dois anos o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que práticas LGBTIfóbicas se enquadram na Lei de Racismo (Lei 7.716/1989).
Em 2020, Lanna Hellen, uma mulher trans, foi impedida de entrar em um banheiro feminino dentro de um shopping na parte alta da capital alagoana. No entanto, a decisão da Justiça de Alagoas que condenou o segurança do estabelecimento em questão por racismo só foi proferida cerca de um ano depois.
Em relação aos dados sobre crimes contra a população LGBTQIA+, também pode existir uma discordância com a realidade. Segundo o Fórum, foram 15 registros de lesão corporal dolosa, um de homicídio doloso e um estupro contra pessoas LGBTQIA+.
Porém, o Observatório de Mortes Violentas LGBTQIA+, desenvolvido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), registra 15 homicídios em 2020 em território alagoano. Outro dado que mostra a divergência nos números do anuário é o relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que apontou Alagoas como sexto estado que mais matou pessoas trans no ano passado; foram 8 registros.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública considera dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social e do próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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