Em meio à reabertura, cinemas investem pesado para reconquistar clientes
Mesmo com todos os protocolos de segurança, algumas pessoas estão com medo de serem contaminadas pelo Covid-19
Umas das áreas mais afetadas durante a pandemia do Covid-19 foi o cinema. Várias salas foram fechadas por meses, algumas não conseguiram se manter em pé e tiveram que fechar definitivamente.
Com a vacinação e a redução de casos e mortes nas cidades brasileiras, as empresas de cinema reabriram, porém, o público ainda se encontra inseguro de voltar a frequentar. Uma pesquisa feita pelo Itaú Cultural com o Instituto Datafolha, revelou que 63% das pessoas entrevistadas sentem falta de ir ao local. A pesquisa foi feita com 2.276 pessoas, entre 10 de maio e 9 de junho.
A fotografa, Gabi Coêlho, de 34 anos falou que se sente insegura de voltar a frequentar as salas de cinemas. “ A ideia de ser um espaço fechado e relativamente pequeno, me deixa insegura". Além disso, Gabi afirma que as plataformas de streamings ajudaram a suprir a falta durante o isolamento. “Eu consumo muito cinema, então tenho que recorrer às plataformas, sim. Eu já recorria antes, mas na pandemia acabei assinando mais delas. Mas o cinema tem a questão ritualística. É um universo à parte.” completou.
Já o funcionário público, Reynald Lessa, decidiu ir ao cinema após a reabertura, mas não se sentiu seguro. “O principal motivo é perceber que não há como ter uma segurança efetiva no período que se está no cinema. O distanciamento entre cadeiras não faz com que o vírus não circule no ambiente fechado e com ar condicionado” disse.
Reynald afirmou que com o avanço da vacinação pretende voltar em breve a frequentar as salas de cinema. “Acredito que com a vacinação avançada, certamente em breve estarei retornando gradualmente as idas ao cinema” completou.
O Diretor Comercial e de Marketing do Cinesystem, Sherlon Adley, afirmou que nada substitui a experiência presencial. “Nosso setor vive de experiência presencial. Encontro com os amigos, pipoca quentinha, não existe um equivalente virtual para a emoção única que o cinema consegue oferecer. Acreditamos muito na força da experiência do cinema.”
O Diretor também falou que a empresa está tomando todas as providências necessárias para que os consumidores tenham a maior segurança durante as sessões “Além das medidas de limpeza e desinfecção, trabalhamos com público reduzido. Livre de qualquer falha de cálculo humano, a distância entre as poltronas e o número de pessoas por sessão é definida automaticamente no ato da compra do ingresso. Cada cliente chega a “bloquear” em média seis outros lugares ao redor de onde estará sentado, assim que seleciona sua poltrona. Nossa preocupação principal agora é cativar novamente o cliente, mostrar que ele pode voltar a frequentar as salas com segurança e tranquilidade.”
Durante os anos de 2020 e 2021, o consumo de plataformas de streamings aumentaram no Brasil, é o que afirma uma pesquisa realizada pelo o Kantar IBOPE. Os brasileiros passaram, em 2021, em média, 1h49min em frente a televisão, comparado aos 49min do ano anterior.
Por mais que as assinaturas dos streamings pagos tenham aumentado, ele não conseguiu suprir a necessidade que alguns consumidores têm de ir ao cine. “Para mim não funciona, por o cinema ser uma coisa meio que 'ritual', porque o que eu digo com isso, é você se deslocar, você pagar por aquele serviço, é um serviço que você não vai tá em casa. O cinema proporciona experiências e sentidos que um streaming dentro de casa não vai proporcionar, pelo menos não na minha realidade” afirmou Felipe Rosa, 28 anos, estudante.
O estudante falou que voltou a frequentar o cinema pelas medidas de segurança tomadas pelas empresas, como distanciamento social, redução de ingressos disponíveis por sessão e obrigatoriedade do uso de máscara. “As salas são grandes e as pessoas estão mais espaçadas, não tô vendo aglomerações, além de que, eu escolho dias e horários para ir que eu sei que não vai está tão cheia, sabe, então eu me sinto bem mais seguro também tenho essa outra atitude de escolher os dias e o horário aqui não vai tá tão cheio assim.”
A opinião de Felipe também é a mesma do funcionário público estadual, Kayman Lima, de 29 anos, que também optou de voltar a frequentar o cinema. “Eu acredito ser sim um atrativo [as medidas higiênicas], mas as pessoas precisam continuar mantendo sempre os cuidados pessoais também.”
O funcionário público falou do medo de se contaminar. “O medo de me contaminar existe em qualquer ocasião que precise sair de casa, mas acredito que dentro de um ambiente controlado e devidamente higienizado, os riscos são menores.” disse.
*Com supervisão da Editoria
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