Advogada diz que família não ficou surpresa após laudo negativo do IML
Defesa reforça que tese de abuso sexual foi fundamentada em LGBTfobia e preconceito religioso
A advogada, Rayanni Mayara, que representa a família do menino Luan Henry de Souza Dantas, de dois anos, disse que os pais não ficaram surpresos após o laudo do Instituto Médico Legal descartar a possibilidade de abuso sexual, antes da criança ter sido encontrada morta, no último dia 24 de julho.
Em entrevista à TV Ponta Verde nesta quarta-feira (08), Rayanni contou que o resultado já era esperado. "Agora, o que esperamos é que não haja novamente uma infeliz declaração da delegada, que acusou a família sem prova alguma, jogando folhas ao vento. Isso gerou uma execração social muito grande, fazendo com que os pais sofram as consequências psicológicas até hoje".
A defesa reforçou que a tese de abuso sexual foi fundamentada em LGBTfobia e preconceito religioso, uma vez que se trata de um casal homoafetivo, composto por uma mulher e um homem trans, que também é devoto do candomblé.
"O preconceito gera o caos. Tudo se deu por conta disso. Tanto que uma das medidas cautelares impostas pela juíza foi o afastamento da mãe de santo deles. Isso não tem nada a ver", protestou.
Polícia segue com as investigações
Na segunda-feira (06), a delegada Liana França, do 17º Departamento Policial (17º DP), afirmou que a polícia vai seguir com as investigações e deve pedir uma reconstituição da cena na casa onde o corpo da criança foi encontrado.
"Ainda não está confirmada, mas eu devo conversar com os policiais para fazermos a reconstituição do caso. Até para tentar entendermos melhor o que aconteceu naquele dia”, disse a delegada.
O caso
Uma criança de apenas dois anos morreu afogada, no dia 24 de julho, na piscina de uma residência, localizada no Loteamento dos Coqueirais, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. A advogada que estava como responsável pela criança, Camila Moreira, foi presa em flagrante por abandono de incapaz.
Luan chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento da Praia do Francês, mas já estava morta. O menino foi encontrado pela diarista da família no fundo da piscina. Ainda tentaram ressuscitar a criança, que não surtiram efeito algum. Segundo o IML, a causa da morte de Luan foi afogamento.
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