Marx defende projeto que permite repactuação com FNDE para concluir obras de creches e escolas
A paralisação destas obras causou grande dano ao erário e à sociedade
A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 2633/21, que permite a repactuação de termos de compromisso entre estados e municípios e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a finalização de obras de infraestrutura educacional inacabadas. Estimativas apontam que aproximadamente 2.500 obras de escolas, creches e outros equipamentos de educação, conveniados com o FNDE a partir de 2009, estão paralisadas e inacabadas, muitas delas em Alagoas. O deputado federal Marx Beltrão (PSD) votou favoravelmente à aprovação do regime de urgência e defendeu a conclusão urgente destes equipamentos.
“O PL 2633/21 garante a segurança jurídica necessária para que as obras inacabadas do FNDE possam ser retomadas e finalizadas. São creches e escolas que não foram concluídas pelos mais diversos motivos. O objetivo da medida é assegurar que os recursos já investidos não sejam perdidos e que os trabalhos possam ser concluídos o quanto antes. Como membro das comissões de Educação e de Obras Inacabadas, sempre defendi essa proposta. É o caminho da Educação e da eficiência no gasto público. É inconcebível não entregarmos estes equipamentos à sociedade. Por isso defendo desde sempre que esta repactuação seja feita e que tais obras sejam finalizadas”, defendeu Marx Beltrão.
Segundo o relatório “Tá de Pé” da ONG Transparência Brasil, até dezembro de 2020, das 15.386 obras de creches e escolas cadastradas no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec), apenas metade (7.611) foi concluída. Quase 17% de todas as obras (2.573) foram canceladas e receberam investimento de R$ 513 milhões do governo federal. Outros dados, desta vez do Tribunal de Contas da União (TCU), mostraram que, em outubro de 2020, 45% dos 3.243 contratos do Simec estavam registrados como inacabados ou paralisados, um valor superior a R$ 3 bilhões. O percentual era de 25% em 2018.
A paralisação destas obras causou grande dano ao erário e à sociedade, além de criar esqueletos nas cidades com prédios não concluídos sendo invadidos, causando insegurança e prejuízo para o atendimento da população na área da Educação. “Não podemos compactuar com este volume imenso de obras paradas no país, e este Projeto representa uma saída para que estas obras sejam concluídas Brasil afora. O foco é a educação nacional, é ofertar prédios em qualidade para o uso de profissionais da educação e de estudantes. Mas há questões de segurança e também urbanísticas que precisam ser resolvidas. Os prefeitos e governadores precisam desta medida para terminar e entregar estas edificações à população”, salientou Marx Beltrão.
Últimas notícias
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura de Penedo cresce mais de 600% e gera impacto positivo na economia
Prefeita Tia Júlia realiza visita a Escolas Municipais para dar boas-vindas aos alunos na volta às aulas 2026
Corrida 8M Penedo confirma sucesso absoluto e esgota 100 vagas extras em apenas 5 minutos
Polícia Militar apreende objetos usados para desmatar propriedade rural em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
