Em nota, colégio presta esclarecimentos sobre supostos casos de abuso sexual
A instituição disse não ter tido conhecimento dos casos até serem divulgados nos veículos de comunicação
O Colégio Agnus Dei, instituição na qual, supostamente, ocorreram diversos crimes de importunação sexual e estupro de vulnerável envolvendo dois funcionários, divulgou uma nota à imprensa, nesta sexta-feira (1°), prestando esclarecimentos sobre o caso e o que vem sido veiculado nos veículos de comunicação.
No início do documento realizado por sua assessoria jurídica, a escola diz que “diante de graves acusações veiculadas pela imprensa em face de dois de seus ex-funcionários e reafirmando seu compromisso com a verdade e com a educação de qualidade, baseada em valores humanos e éticos nos quais defende veementemente, vem a público prestar os esclarecimentos necessários para elucidação, prevenção e combate a quaisquer práticas de desvio de condutas de colaboradores que possam ter ocorridas no âmbito da instituição”.
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Ao longo da nota, a instituição afirma que não tinha tomado conhecimento dos casos antes da divulgação na mídia. “No tocante ao suposto crime de estupro ocorrido, somente agora, quando a vítima relatou em sua entrevista aos jornais, foi que a escola tomou conhecimento, inclusive, na matéria, a aluna diz que se calou por 10 anos, pois tinha medo de represálias, o que impediu, infelizmente, o conhecimento deste fato por parte da escola”, continuou.
Ainda foi ressaltado no documento enviado ao 7Segundos que “o fato teria ocorrido durante o período em que o mencionado ex-colaborador realizava atividade de trabalho não vinculada a escola, qual seja: o Transporte Escolar de alunos, que era feito de forma autônoma por meio de uma Associação de Transporte escolar que não possui qualquer vínculo com a instituição de ensino”.
Confira a nota completa na íntegra:
O Colégio Agnus Dei COC, neste ato representado por sua assessoria jurídica, diante de graves acusações veiculadas pela imprensa em face de dois de seus ex-funcionários e reafirmando seu compromisso com a verdade e com a educação de qualidade, baseada em valores humanos e éticos nos quais defende veementemente, vem a público prestar os esclarecimentos necessários para elucidação, prevenção e combate a quaisquer práticas de desvio de condutas de colaboradores que possam ter ocorridas no âmbito da instituição.
Há 37 anos atuando com probidade e lisura no processo educacional, o Colégio Agnus Dei repudia toda e qualquer forma de violação sexual, tanto é que todas as vezes que recebeu algum tipo de denúncia desta natureza, sempre tomou as adequadas medidas voltadas a reprimir, coibir, educar e prevenir referidos tipos de condutas. Por isso é que, com a repercussão na mídia de casos graves, que não eram do conhecimento da instituição, a direção do colégio tem se colocado à inteira disposição das autoridades competentes, instituições de apoio, imprensa, pais e, sobretudo, das crianças e adolescentes que, por ventura, possam ter sido vítimas de referidos abusos sexuais por parte destes dois ex-funcionários, um professor e um auxiliar de disciplina.
Imperioso esclarecer, que no tocante ao suposto crime de estupro ocorrido, somente agora, quando a vítima relatou em sua entrevista aos jornais, foi que a escola tomou conhecimento, inclusive, na matéria, a aluna diz que se calou por 10 anos, pois tinha medo de represálias, o que impediu, infelizmente, o conhecimento deste fato por parte da escola. Importante ainda ressaltar que o fato teria ocorrido durante o período em que o mencionado ex-colaborador realizava atividade de trabalho não vinculada a escola, qual seja: o Transporte Escolar de alunos, que era feito de forma autônoma por meio de uma Associação de Transporte escolar que não possui qualquer vínculo com a instituição de ensino.
Em tempo, a defesa do Colégio Agnus Dei, apesar de louvar os princípios do contraditório e da ampla defesa, os quais devem ser devidamente respeitados pelas instâncias de controle penal na apuração da responsabilidade do professor e do auxiliar de disciplina supracitados, informa que a direção da Instituição decidiu por demitir, no dia 01/10/2021, referidos colaboradores, os quais já estavam afastados desde o dia em que o colégio tomou conhecimento das acusações veiculadas por um perfil falso de rede social, em relação ao professor no dia 22/09/2021 e ao auxiliar de disciplina no dia 24/09/2021.
É importante salientar que, desde o dia 22/09/2021 a escola tem recebido os pais dos alunos na apuração administrativa, orientando-os, além de colaborar com a elucidação dos supostos fatos frente ao Conselho Tutelar do Município, onde a direção da escola compareceu no dia 29/09/2021 para contribuir com tudo o que fosse necessário aos devidos esclarecimentos.
Em respeito ao brilhante trabalho que já está sendo realizado pelo Sistema de Justiça Criminal de Alagoas, e ao próprio Estado de Direito, as questões referentes ao mérito das acusações serão tratadas na esfera apropriada pelos envolvidos no presente caso, lamentando esta defesa pelas informações levianas e desencontradas que, sem a menor apuração quanto à veracidade da situação dos fatos em relação à suposta conivência do colégio supracitado, foram indevidamente publicadas nos portais e redes sociais.
Ante todo o exposto, a equipe gestora desta instituição de ensino, referência no Estado de Alagoas e responsável direta pela formação de milhares de riolarguenses e de moradores das regiões circunvizinhas, reafirmando seu compromisso com a defesa intransigente dos Direitos Fundamentais de crianças e adolescentes, se coloca, mais uma vez, à disposição dos órgãos competentes para apuração e responsabilização penal dos possíveis envolvidos.
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