Restrições mais brandas fazem brasileiro preferir Lisboa a Orlando
Lisboa é o destino mais procurado este ano
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Levantamento feito pelo site de venda de viagens Decolar, a pedido do jornal Folha de S.Paulo, aponta que, em setembro e outubro deste ano, a procura por passagens aéreas internacionais para as férias de verão cresceu cerca de 94% em relação aos meses de julho e agosto.
"Lisboa é o destino mais procurado este ano, diferentemente do observado em 2019, antes da pandemia, quando a preferência era por Buenos Aires e Orlando", diz Tiago Lopes, diretor de sourcing da Decolar.
"Mas mesmo com as fronteiras ainda fechadas para brasileiros, os destinos nos Estados Unidos são muito procurados", afirma.
A pesquisa foi feita em outubro, com destinos pesquisados a partir de São Paulo. As fronteiras para os Estados Unidos reabrem nesta segunda-feira (8), enquanto que, para Portugal, estão abertas desde 1º de setembro.
A Decolar atua em 20 países da América Latina, onde soma 29 milhões de clientes cadastrados, mas tem o Brasil como principal mercado.
O grupo de viagens CVC Corp, que engloba a operadora CVC e a Submarino Viagens, confirma que Lisboa está entre os principais destinos procurados por brasileiros. A busca pela capital portuguesa cresceu mais de dez vezes desde a reabertura, em 1º de setembro. O país não exige teste de Covid-19 e está aberto a brasileiros imunizados.
Segundo a companhia, 70% das vendas de passagens aéreas para Lisboa são para viagens que vão acontecer ainda em 2021. Já para 2022, um dos pacotes oferecidos é para os dias 23 a 29 de janeiro, que inclui cinco noites de hospedagem com café da manhã e passagem aérea ia e volta a partir de Guarulhos, ao preço de R$ 7.400 por pessoa, em pacote duplo.
Trata-se de um pacote mais caro que o vendido para Nova York. No mesmo período e condições, o destino americano sai por R$ 6.900 por pessoa, em pacote duplo.
A Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens) afirmou que as associadas estão tendo trabalho dobrado para atualizar os clientes em relação às restrições de viagem em cada país. A entidade recomenda que as agências associadas e os próprios consumidores consultem informações nos canais oficiais, como a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos).
Por conta das restrições de viagens e do aumento dos custos, as companhias aéreas são unânimes em reforçar o turismo doméstico em 2022. "Estamos aumentando o número de destinos nacionais: de 44 no pré-pandemia para 49 este ano. Ao final do segundo trimestre do ano que vem, vamos chegar a 56", diz Diogo Elias, diretor de vendas e marketing da Latam Brasil.
A Azul afirma que, com a Azul Conecta, sua subsidiária para voos regionais, o número de destinos nacionais aumentou de 116 antes da pandemia para 130. "Temos aeronaves para pousar até em pista de fazenda", diz Vitor Silva, gerente de planejamento de malha da Azul.
A Gol também está reforçando os destinos nacionais. A aérea começa a fazer, em dezembro, a rota Congonhas-Bonito (MS), um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. "É uma rota inédita, nunca antes um voo saiu de São Paulo rumo a Bonito", diz Bruno Balan, gerente de planejamento estratégico de malha aérea da Gol.
Mês que vem, a empresa começa a voar ainda para Cabo Frio (RJ) e, este mês, para Juiz de Fora (MG).
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