'O que quer uma mulher?': Peça teatral será aberta ao público no Teatro Deodoro
O programa Na Mira da Notícia recebeu a atriz Diva Gonçalves para comentar sobre o espetáculo
Amor, ciúmes, maternidade, envelhecimento, empoderamento feminino e a certeza de que ser auto suficiente basta são algumas das questões que o espetáculo 'O que quer uma mulher?', produzido pela companhia Nêga Fulô, aborda. Com estreia marcada para o dia 16 de novembro, às 20h, no Teatro Deodoro, a montagem faz parte da programação de comemoração dos 111 anos da casa e tem entrada completamente gratuita. Para falar mais sobre a peça teatral, o programa Na Mira da Notícia convidou a produtora, Diva Gonçalves.
Diva Gonçalves é atriz formada no curso de formação de atores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), produtora e atriz da companhia responsável pela peça.
Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Teatro Deodoro ficou de portas fechadas por quase dois anos. Agora, para retomar as atividades culturais após a maior parte da população maceioense completar a vacinação, o calendário está cheio de atrações.
"Eu estou muito feliz com a volta ao teatro, não só a do público, mas a volta dos artistas principalmente porque nós vivemos disso, não financeiramente, não só aqui em Alagoas, mas como o ar que respiro", iniciou Diva Gonçalves.
Durante a entrevista a atriz não conseguiu esconder a animação que sente ao voltar para os palcos. Ela mencionou que um festival infantil, que seria realizado virtualmente, foi o ponto de partida para a volta presencial do público e dos artistas ao Teatro: "as pessoas tem que entender que o teatro também é essencial e é uma felicidade só estar de volta".
Ao ser questionada pelo radialista Angelo Farias o que o público poderá esperar para a peça em questão, a produtora disse que "o título deste espetáculo é uma pergunta muito complexa, então pode esperar de tudo: de simplicidade à complexidade, tanto os homens, quanto as mulheres. A peça desnuda o universo feminino de uma forma que todas as mulheres, em algum momento da vida, passam por aquelas questões, então eu acredito que não haja uma mulher que, independente de opções de vida ou do que quer que seja, não irá se identificar com algum dos questionamentos levantados no espetáculo".
Gonçalves define a peça teatral como "um marco", já que será seu primeiro espetáculo solo e que foi escrito por Leda Almeida Guerra diretamente para ela. "Ela me confiou esse texto delicado, complexo e, ao mesmo tempo simples. Estou muito nervosa do que ela vai achar", disse.
"Os homens acham que é tudo muito complicado, mas a gente [as mulheres] achamos que é tudo muito simples o que a gente quer, não é nada demais. Queremos viver, ser feliz, sermos ouvida, participar, ter voz, enfim; são vários questionamentos, mas esse espetáculo, especificamente, serão várias fases, então cada uma há uma necessidade, não só da mulher, mas do ser humano em geral. No fim a gente descobre que queremos muito pouco para sermos felizes", pontuou Diva.
A produtora afirma que o espetáculo trata de assuntos essenciais de uma maneira consciente, delicada, divertida e com respeito ao público, ao ser humano e ao ser feminino.
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