Prefeito JHC leva caminhões-pipa ao Eustáquio Gomes, região afetada pela falta de água
Foram entregues oito veículos para atender a demanda dos moradores
O prefeito de Maceió, JHC, entregou nesta sexta-feira (19) oito caminhões-pipa no Conjunto Eustáquio Gomes, que está sendo afetado pela falta de água por parte da BRK Ambiental e da Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas), responsáveis pelo abastecimento na capital. Durante a ação, o prefeito prometeu se empenhar pessoalmente, e assegurou que está ao lado da população e buscando soluções para que o problema seja resolvido.
“Se eu estivesse à frente de uma situação como essa, eu jamais deixaria e nem permitiria tamanho abuso e falta de respeito com a população. Cabe à Prefeitura de Maceió fazer o que está ao seu alcance”, disse, ao lembrar a forma como a Casal foi vendida pelo Estado.
“A gente vai cobrar para que seja dada celeridade, mas a previsão, pela falta de estrutura que a Casal apresenta, é para o dia 15 de dezembro retornar à normalidade. E até lá, nós temos que ser verdadeiros e ter medidas objetivas. Não adianta a gente vir para cá dizer que amanhã tudo vai voltar à normalidade, sendo que isso não vai acontecer”, disse.
JHC informou ainda como será feita a distribuição dos carros-pipa. “A Prefeitura vai se empenhar para a gente ter um volume maior de entrega de caminhões-pipa para vocês, a gente espera ter mais um turno de jornada, é preciso que a população colabore, porque vamos trazer esses caminhões-pipa em horário noturno”, ressaltou.
A Vigilância Sanitária Municipal esteve no local e fez a fiscalização e o controle para garantir que a água distribuída esteja apropriada para o consumo da população.
“Descaso total”
Gabriela Vasconcelos é moradora do Eustáquio Gomes, e conta que está há dois meses sem água e que durante este período foi necessário comprar água para as necessidades diárias.
“Infelizmente o pessoal que vende água não está disponibilizando por conta da alta demanda por água. Aqui ao lado do supermercado tem uma caixa d’água grande e as pessoas estão carregando e vendendo no bairro, principalmente para aquelas que não têm condições físicas de ir até lá buscar, como é o caso da minha mãe”, contou.
Margarida Duarte, cuidadora de uma idosa, também relatou o drama vivido com a falta de água nas torneiras.
“A gente liga, a gente pede, mas de forma alguma eles mandam alguém. Temos mais de três protocolos e nenhum foi atendido. Foi necessário a gente contratar, a rua toda, mais de nove pessoas, um carro-pipa para comprar água, que custa R$ 370,00”, ela diz, ao ressaltar que são meses de sofrimento para os moradores, inclusive os acamados. “É um descaso total”.
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