Diretor operacional da BRK explica as principais razões dos problemas de falta de água nas áreas de atuação
Os principais pontos destacados por Herbert Dantas foi a imensa quantidade de poços nas regiões em que atuam e a falta de energia
O programa Na Mira da Notícia recebeu, nesta sexta-feira (4), o diretor operacional da BRK Ambiental, Herbert Dantas, para esclarecer os inúmeros conflitos que foram registrados desde o momento em que a empresa assumiu a concessão de água em municípios alagoanos. Com detalhes, o entrevistado explicou as maiores dificuldades que enfrentaram ao assumirem o serviço de distribuição de água em Maceió e na Região Metropolitana.
O jornalista Angelo Farias pontuou que as reclamações em relação à distribuição de água aumentaram desde o momento em que a BRK ficou responsável pelo serviço. Quando questionado qual seria a dificuldade, o diretor pontuou que a empresa assumiu a operação no dia 1 de julho de 2021, estando operando o sistema há apenas 6 meses. "A gente viveu um início muito turbulento e de bastante dificuldades até por começar a entender as rotinas operacionais, coisa que já está superada há algum tempo", explicou, acrescentando que agora a empresa entende como funciona o sistema de abastecimento em Alagoas.
Em Maceió, por exemplo, existem muitos poços que precisam serem avaliados, sendo levado em conta a qualidade da água que saem deles, suas condições operacionais e sua estrutura de forma geral. O investimento de R$ 2,6 bilhões por parte da BRK é, em grande parte, para a recuperação desses poços.
Outro argumento usado por Dantas foi a resistência da população com a chegada de uma empresa privada para prestar um serviço público. "Por muito tempo fomos e, às vezes, em alguns lugares, continuamos sendo alvos de vandalismos. Somos afetados e a população acaba sentindo em virtude dessas ações de vândalos que no fim só acaba prejudicando a própria população", disse.
Herbert também explica que existem situações atípicas que não dependem apenas da BRK, já que o contrato de concessão da empresa possui uma particularidade: "existe um compartilhamento de serviços de água junto com a Casal". Ao contrário da maioria dos contratos de concessão, a BRK e a Casal compartilham o serviço, mas em pontos diferentes.
Outro ponto destacado pelo convidado é o desabastecimento de energia elétrica: "acaba afetando a produção da Casal e, por conseguinte, afeta a distribuição por parte da BRK". Apesar disso, o diretor afirma que a empresa veio fazendo investimentos em geradores de energia para que esse problema fosse solucionado.
"A gente sabe que empresa privada é muito mais cobrada; todo mundo é muito mais exigente com serviço privado e, por conseguinte, acabamos vendo esse tipo de protestos, que são um pedido de socorro e uma maneira de chamar a atenção. Ainda assim, estamos abertos para evitar esses tipos de situações para não trazerem mais prejuízos do que benefícios", disse.
O contrato da BRK é de 35 anos. Em apenas 6 meses de operação, Herbert Dantas afirma que haverão "muitos outros investimentos" por parte da empresa, que já investiu R$ 60 milhões durante esse primeiro semestre de sua atuação. "São R$ 2,6 bilhões em investimentos que irá universalizar o saneamento, que vai melhorar e universalizar a condição do abastecimento de água de Maceió e dos outros 12 municípios da Região Metropolitana", garantiu.
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