Pilar recebe projeto pioneiro para mutirão de rastreamento do câncer colorretal
O rastreamento será oferecido de forma gratuita para pacientes entre 50 a 70 anos de idade
Fornecer de forma gratuita rastreamento e tratamento preventivo para o câncer colorretal (CCR). Este é o objetivo de ação pioneira capitaneada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), que, a partir desta sexta-feira (25), levam à população do Pilar uma força-tarefa de prevenção à doença. Voltada a pacientes entre 50 e 70 anos de idade, a iniciativa integra o conjunto de atividades da campanha Março Azul, que marca o mês de conscientização sobre uma das neoplasias mais frequentes na população. A expectativa do mutirão é alcançar mais de seis mil pilarenses.
O encontro será aberto com um simpósio que acontece às 9h, no Centro Cultural Mestra Bida, na Chã do Pilar, reunindo mais de 20 especialistas de todo o país e equipes multidisciplinares do município.
Segundo o presidente da SOBED, Ricardo Anuar Dib, o projeto – que segue até o dia 31 – prioriza exatamente a faixa etária que apresenta maior probabilidade de desenvolver a doença. “Na oportunidade, os moradores serão convidados a realizar o chamado exame de sangue oculto, um teste simples e eficaz, com capacidade de rastrear o câncer colorretal mesmo quando o indivíduo ainda não apresenta sintomas”, afirma.
Já de acordo com o presidente da SBCP, Eduardo Vieira, cada paciente que apresentar suspeita diagnóstica será orientado a realizar o exame de colonoscopia, procedimento de captura de imagem por meio do qual é possível constatar e tratar alterações no intestino ou reto. “Na última semana de março, uma equipe de especialistas estará presente na cidade, no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, realizando este exame nos pacientes previamente triados”, explica o médico.
Por meio da colonoscopia, é possível visualizar se realmente existem alterações e removê-las ainda na fase inicial ou realizar biópsias caso o especialista identifique lesões consideradas avançadas. “É um método de intervenção precoce, que evita o desenvolvimento do câncer colorretal”, explica o alagoano e vice-presidente da SOBED, Herberth Toledo.
A programação prevê a realização de dezenas de endoscopias e colonoscopias. A Prefeitura, por sua vez, vai oferecer dois mil kits de sangue oculto para o rastreio. A força-tarefa também fará a reavaliação de um grupo de pacientes triados entre 2020 e 2022 e que se encontram na faixa de maior risco para esse tipo de câncer. Trata-se de um grupo formado por cerca de 200 pessoas que apresentaram risco de desenvolver a doença e foram orientadas pela equipe.
“Vamos rever esses pacientes, reexaminá-los e avaliar a sua evolução, possivelmente, com exames de colonoscopia”, esclarece o presidente da Comissão de Ações Sociais da SOBED e coordenador da campanha Março Azul, Marcelo Averbach.
Para o prefeito do Pilar, Renato Filho, o encontro também demonstra o compromisso da gestão municipal em fomentar a prevenção, proporcionando mais conhecimento à população e profissionais da área. “A política de assistência à saúde é prioridade. Afinal, buscamos sempre prestar um atendimento de excelência. Prova disso é que o nosso primeiro ato foi reabrir o Hospital Nossa Senhora de Lourdes. E seguimos realizando investimentos importantes, a exemplo do Hospital do Futuro, que está sendo erguido com recursos próprios e terá 159 leitos, sendo 10 de UTI, tornando-se uma referência para toda a região”, avalia.
Prevalência
Apesar de pouco divulgado, segundo o Ministério da Saúde, o câncer que atinge o intestino grosso ou o reto é o segundo tipo que mais mata homens e mulheres no Brasil. Somente em 2020, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou o surgimento de 20.540 casos novos de câncer colorretal em homens e de outros 20.470 em mulheres. No geral, aproximadamente 85% dos casos são diagnosticados em fase avançada.
Na avaliação do vice-presidente da SOBED, Herberth Toledo, os dados revelam um cenário alarmante, que exige amplo engajamento do poder público, dos profissionais de saúde e de toda a sociedade em torno do problema. “É fundamental investir cada vez mais em ações práticas e no esclarecimento da população. Para os próximos anos, está prevista a elevação das taxas de mortalidade relacionadas ao CCR, principalmente por causa do processo de envelhecimento em curso no Brasil”, alerta.
Atualização médica
A expedição terá um foco também nos especialistas que atuam no Estado. Em parceria com a regional da SOBED em Alagoas, serão realizados dois eventos para atualização profissional e disseminação de boas práticas para médicos especialistas e profissionais das Unidades Básicas de Saúde do Estado.
Na programação constam a apresentação e debate sobre rastreamento e diagnóstico do câncer colorretal, abordagens terapêuticas, outros temas intrínsecos ao cotidiano do especialista. Os painéis serão conduzidos por profissionais com experiência reconhecida pela comunidade médica, numa troca de experiências e conhecimento de grande relevância para a área.
“Com estes eventos, queremos colocar à disposição da sociedade todo o conhecimento acumulado nas nossas entidades, levando a estes profissionais a informação científica e prática mais atualizada, permitindo, assim, uma melhor tomada de decisões. O principal beneficiário, portanto, será a população, que seguirá contando com um atendimento qualificado”, atesta Averbach.
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