Auxílio emergencial e aluguel social começam a ser pagos a afetados pelas chuvas
Mais de 2 mil pessoas foram cadastradas, mas trabalho da Semas continua para encontrar desabrigados
O pagamento do do auxílio emergencial de R$ 500 e do aluguel social de R$ 250 para desabrigados das chuvas em Maceió começou a ser feito nessa terça-feira (12). Mais de 2 mil pessoas que estavam em abrigos em Maceió, após serem afetadas pela cheia da Lagoa Mundaú, foram cadastradas para receber os benefícios.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) iniciou o pagamento pelos abrigados na escola Nosso Lar, na Ponta Grossa, em seguida pelos abrigados nas escolas Rui Palmeira (Ponta Grossa), Antídio Vieira (Trapiche da Barra) e assim sucessivamente até atender a todos os desabrigados. Quem já deixou as escolas, mas foi cadastrado vai receber o pagamento da mesma forma.
Na primeira parcela, as pessoas recebem em cheque, mas a partir do próximo mês, o dinheiro será transferido aos beneficiários por meio de conta bancária digital.
Acolhimento
A Prefeitura segue dando assistência a oito espaços onde estão alojadas famílias dos bairros da região lagunar. São cerca de 1,5 mil pessoas, que vão continuar recebendo alimentação fornecida pelo Município e dormindo nos locais até que recebam a primeira parcela dos auxílios.
Mesmo antes do pagamento algumas pessoas já foram embora, como o seu José Pedro dos Santos, aposentado, que estava na Escola Antídio Vieira. Ele mora com a esposa na Favela Muvuca e, desde que a água da lagoa baixou, ele começou a limpar o barraco onde mora para levar seus pertences de volta.
Já a dona de casa Stefany Silva dos Santos está com as duas filhas, Lara, 4, e Júlia, 3, no CMEI Francisco Melo, e vai aguardar os auxílios para deixar o abrigo. “A gente está recebendo roupa, doação, quentinha já feita, graças a Deus. Com o auxílio, vou alugar uma casa longe daqui”, contou.
“Estamos pagando já as primeiras parcelas do aluguel social e auxílio emergencial para que as famílias possam arrumar um lugar digno para ficar, sair dos abrigos, começar a comprar suas coisinhas e recomeçar a vida. Quem continuar nos abrigos, até receber o pagamento, vai contar com total assistência da Semas. Nós não vamos deixar de fornecer refeições, vamos garantir que as pessoas tenham onde dormir, onde tomar um banho, até poderem retomar a vida”, declarou o secretário de Assistência Social, Claydson Moura.
Cadastros de porta em porta
A próxima fase do cadastro dos desabrigados vai atender as pessoas que estão na casa de parentes e amigos ou que continuam nos barracos à margem da lagoa. A Semas irá contar com o apoio da Defesa Civil para iniciar o trabalho de porta em porta para, em seguida, realizar os pagamentos.
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