Política

Renan Filho fala em trem-bala um mês após negar competência sobre trens urbanos em Maceió

Ministro dos Transportes chegou a afirmar que os trens eram de responsabilidade dos Ministério das Cidades

27/02/2023 11h11
Renan Filho fala em trem-bala um mês após negar competência sobre trens urbanos em Maceió
Ministro Renan Filho - Foto: Divulgação

O ministro dos Transportes, Renan Filho, chegou a admitir em janeiro deste ano que trens urbanos não competem a pasta dele, quando questionado sobre a situação da locomoção dos moradores das áreas afetadas pela Braskem, durante visita ao governador Paulo Dantas. Mas na quinta-feira passada (23), em entrevista à CNN, ele tratou da garantia da autorização para viabilizar o “trem-bala” para operar entre São Paulo e Rio de Janeiro.

No dia 13 de janeiro, em entrevista coletiva de imprensa, Renan Filho negou ser da competência dele a solução do trânsito na região do Mutange, principalmente, em relação à interrupção da passagem do trem naquela localidade por conta da extração de minerais pela Braskem, que provocou a desestabilização e afundamento do solo. Na ocasião, ele disse que o problema era de responsabilidade do Ministério das Cidades.

“Trens urbanos não competem ao Ministério dos Transportes, porque a CBTU que é a Companhia Brasileira de Transporte Urbano, é vinculada ao Ministério das Cidades”, disse Renan Filho, na ocasião em que retornava pela primeira vez ao Palácio República dos Palmares, desde que assumiu o Ministério dos Transportes.

Já na quinta-feira passada (23), Renan Filho tratou do contrato celebrado entre a ANTT e a TAV Brasil, empresa interessada em construir uma linha de trem de alta velocidade entre São Paulo e o Rio de Janeiro, durante entrevista à CNN. Na ocasião, ele disse que o tema não é motivo de alarde.

“Autorização é um modelo simplificado para atrair o investimento privado. Exige o cumprimento de uma série de tarefas para que o investimento possa mesmo ir adiante”, disse o ministro à CNN Brasil. “Então não é criar muita expectativa nesse momento, e nós vamos cobrar o cumprimento do prazo para ver se a empresa tem condição de levar adiante um projeto tão arrojado”, disse em entrevista à CNN.