Alagoas alcança a marca histórica de 100 Unidades de Conservação
Áreas legalmente protegidas existentes no Estado abrigam importantes fragmentos dos biomas Mata Atlântica e Caatinga
Em Alagoas uma importante estratégia de proteção aos remanescentes florestais, dos biomas Mata Atlântica e Caatinga tem sido a criação de Unidades de Conservação (UCs). Recentemente, o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) homologou mais três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), e dessa forma foi alcançada a marca histórica de 100 áreas legalmente protegidas em território alagoano.
O expressivo número resulta de um trabalho que tem sido feito de modo estratégico, tendo a a importante dedicação de uma equipe especialmente focada em estudar e executar as políticas públicas voltadas para a criação e monitoramento de UCs.
As Unidades de Conservação, de acordo com Lei n 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), são definidas como: “Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo poder público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime de administração ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”.
Utilizadas para assegurar que o manejo humano da natureza seja também para preservar, manter e garantir a utilização de modo que as gerações, atuais e futuras, possam ter suas necessidades atendidas, sem prejudicar a sobrevivência dos seres vivos em geral.
Dessa forma, as UCs podem ser de Proteção Integral, quando a presença humana tem maiores limites e apenas é permitido o uso indireto dos recursos naturais, como também, de Uso Sustentável, quando é permitida, de maneira equilibrada, a presença humana com habitações e empreendimentos, conforme o que define a legislação e, quando há, o Plano de Manejo.
Das 100 UCs existentes em Alagoas, 86 estão inseridas no Bioma Mata Atlântica e 14 na Caatinga. Do total, 83 foram criadas em âmbito estadual, 13 pelo governo federal e quatro por municípios. Nesse número também estão incluídas 80 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Isso significa que 11,66% (324.593,58 hectares) do território alagoano está protegido por Unidades de Conservação.
Das 83 Unidades estaduais, 10 são consideradas públicas, sendo elas: seis Áreas de Proteção Ambiental (APAs), duas Reservas Ecológicas (RESECs), um Refúgio de Vida Silvestre e uma Estação Ecológica. As outras 73 são RPPNs, reconhecidas pelo Estado, mas de responsabilidade do proprietário.
Do total das UCs estaduais, apenas o Refúgio de Vida Silvestre dos Morros do Craunã e do Padre e a Estação Ecológica Curral do Meio, ambas localizadas na região do semiárido, são classificadas como sendo de Proteção Integral.
É de competência do IMA/AL criar, administrar, coordenar e implementar as Unidades de Conservação estaduais. Promover ações de fiscalização, implantação de programas e projetos de conservação, planos de manejo, o acompanhamento dos conselhos gestores e ordenar e acompanhar atividades como o ecoturismo e trilhas ecológicas.
Últimas notícias
Advogado sustenta que queda de criança foi acidente e questiona provas da acusação no júri
MPAL promove reunião com órgãos estaduais para discutir direitos humanos e cidadania nas escolas
IMA diz que mortandade de peixes em Jequiá da Praia foi provocada por ações humanas
Polícia Militar flagra extração irregular de minério durante Operação Onda Verde
Marginal do Piauí, com recursos articulados por Arthur Lira, impulsiona desenvolvimento em Arapiraca
Ivete Sangalo é internada em hospital em Salvador; saiba detalhes
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
