Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos acompanha denúncia de agressão feita por jovem contra PM
O caso aconteceu no último domingo (11), quando a vítima, um funcionário da Prefeitura de Atalaia, estava participando de um curso profissionalizante
O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos vai acompanhar a denúncia de agressão feita por um jovem contra um policial militar, que teria o espancado e o ameaçado durante uma abordagem. O caso aconteceu no último domingo (11), quando a vítima, um funcionário da Prefeitura de Atalaia, estava participando de um curso profissionalizante.
Segundo o presidente do conselho, o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, a suposta atitude do policial não é admissível no estado democrático de direito, e as imagens do corpo da vítima caracterizam um crime de tortura, que deve ser evidenciado pelo exame de corpo de delito.
“O agente de segurança deve responder na esfera administrativa, junto à corregedoria da PM. Também foi aberto um inquérito policial para apurar as lesões e os crimes cometidos por ele. A pena para o crime de tortura vai de dois a oito anos de prisão”, explica Magno.
O promotor aproveitou o ensejo para ressaltar a necessidade da implantação de câmeras nos uniformes da polícia, para registrar os fatos exatamente como aconteceram.
A abordagem
José Canuto da Gama Neto relatou que foi parado enquanto chegava no curso que acontecia atrás do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp). Quando o tenente Charlandison pediu para ele colocar a mão na cabeça e começou a revistá-lo, alegando que o servidor teria desobedecido uma ordem de parada dele.
Ao questionar se o motivo da interpelação era pessoal e sugerir que eles poderiam resolver isso de outra forma, José Canuto foi agredido com vários chutes, socos e tapas. Além disso, o oficial teria feito diversas ameaças de morte, usando inclusive de uma arma na cabeça para torturar a vítima.
Ainda de acordo com Canuto, no início da abordagem, o tenente Charlandison o direcionou para o Cisp, e depois dos ataques e intimidações teria sido elaborado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), alegando que o servidor público teria ameaçado o oficial.
Depois, José procurou uma unidade de saúde do município e seguiu para fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. E na segunda (12), a vítima formalizou a denúncia contra o tenente na Corregedoria da Polícia Militar e na sequência deve ser registrado o fato para a Polícia Civil.
Últimas notícias
Carro capota após colisão em cruzamento no Conjunto Maceió I, na parte alta da cidade
Homem morre após colisão entre carro e carreta na BR-101, em Novo Lino
Fabrício Faustino reúne mais de 3 mil pessoas em festa inédita do Dia das Mães em Paulo Jacinto
Sem filtro e sem IA: nascer do sol no rio Madeira impressiona pelas cores vibrantes
Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330
Criança de 11 anos é mordida por tubarão em praia de Pernambuco
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
