Prefeitura de Rio Largo adere à mobilização nacional contra a queda nos repasses do FPM pela União
A segunda maior cidade da região metropolitana integra o protesto, na próxima quarta-feira, contra a redução do FPM repassado pela União às prefeituras
A Prefeitura de Rio Largo vai aderir à paralisação proposta pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) no próximo dia 30 de agosto. Os setores administrativos não funcionarão durante toda a quarta-feira (30), mantendo apenas os serviços essenciais em funcionamento.
O movimento denominado “Sem FPM não dá, as prefeituras vão parar” tem o objetivo de manifestar a necessidade do Governo Federal em aumentar os repasses às administrações municipais que sofrem com as oscilações negativas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Essa ação é uma resposta às frequentes quedas nos repasses do FPM. A Confederação Nacional de Municípios (CNM), revela que 51% dos municípios enfrentam desafios financeiros, especialmente devido à redução de 23,54% no FPM em agosto e atrasos em outras transferências, como os royalties de minerais e petróleo.
Em Rio Largo, o cenário não é diferente, segundo a Secretaria Municipal de Finanças (SEFIN), de Janeiro até o final de Julho deste ano, a queda nos repasses atingiu 22,38% que representa a perda de R$1.709.785,67 para os cofres públicos. “As quedas nos repasses dificultam a organização das nossas contas e a execução de projetos e ações em benefício da população. As quedas do FPM inviabilizam o custeio das despesas públicas e a atuação da nossa gestão, que tem o objetivo maior de levar dignidade e estar presente em cada recanto de Rio Largo” reforça o Prefeito do município, Gilberto Gonçalves.
A paralisação vale para a área administrativa de Rio Largo e dos municípios que aderiram ao movimento. Porém, os serviços essenciais à população como saúde, educação, assistência social, controle de tráfego, segurança e limpeza urbana seguirão em funcionamento normal.
O Prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, destaca ainda a necessidade da adesão ao movimento, que cobra soluções imediatas para minimizar os impactos junto às prefeituras alagoanas e de todo país. “Não só Rio Largo, como grande parte dos municípios alagoanos certamente estão sofrendo com esse quadro deficitário e se encontram com as contas no vermelho. O FPM é uma importante fonte de financiamento da nossa gestão e permite que cumpramos nosso compromisso com a população. Precisamos que o Governo Federal atue com agilidade para que as cidades não sofram ainda mais. Não podemos ser responsabilizados pela equivocada distribuição dos recursos tributários”, destaca o chefe do executivo municipal.
Ao fim da mobilização, as atividades serão retomadas na próxima quinta-feira (31) em sua normalidade.
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
