Cinco anos após incêndio, Museu Nacional busca restauração e modernidade
Fogo destruiu maior parte dos 20 milhões de itens do Museu Nacional
A área mais afetada pelas chamas foi a de antropologia, segundo o curador das coleções etnográficas do museu, João Pacheco Oliveira.
“O material que acabou sendo pesadamente afetado foi o do departamento de antropologia pela própria característica dos materiais. Mineralogia trabalha com meteoros que passam na estratosfera e resistem a temperaturas altíssimas. Os nossos objetos eram de madeira, palha, penas. Então esse material foi quase todo dizimado”, afirmou o antropólogo.
Após um longo trabalho de restauro, felizmente, vários itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza.
O diretor do museu, Alexander Kellner, explica que o investimento na recuperação é de R$ 445 milhões, e desse total já foram captados em torno de 60%. Ele também ressalta que o prazo final para a entrega da obra é 2028, mas várias etapas já estão sendo concluídas ao longo deste período, com uma proposta diferenciada de instituição.
“A gente não quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustentável, inclusivo e que, sobretudo, promova o diálogo com a sociedade”, disse o professor Alexander Kellner, diretor da instituição.
A fachada do Museu, entregue restaurada este ano, é um dos primeiros resultados da revitalização. A obra envolveu em torno de 150 profissionais. Também já foram entregues grande parte da cobertura do primeiro bloco refeita e todas as esculturas de mármore restauradas. Para o ano de 2024, uma grande atração prevista é a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental.
A diretora adjunta de integração Museu e Sociedade, Juliana Sayão, ressalta que o Museu Nacional é de grande importância para a população. E que as atividades não pararam com o fechamento do local devido ao incêndio.
“A gente criou vários projetos educativos e de extensão que permitiram esse contato. A gente teve Museu Nacional Vivo nas Escolas, em vez de receber as escolas no museu, a equipe do educativo ia até as escolas para desenvolver esse trabalho”.
A trajetória do Museu Nacional remonta à história do Brasil. Criado em 1818 por D. João VI, é a primeira instituição de pesquisa e o primeiro museu do país, construído com o objetivo de atender aos interesses de progresso cultural e econômico do Brasil na época. Seu acervo inclui peças de arqueologia, geologia, paleontologia, e zoologia, entre outras.
Últimas notícias
Agentes da Guarda de Maragogi concluem treinamento tático de alto nível
Caso Naiane: Marido de jovem encontrada morta entrega documentos à polícia
MPAL reforça preservação da Caatinga durante evento no Sertão de Alagoas
HIV: dois novos casos de cura são anunciados; total chega a 13
Hemoal tem apenas 25% do percentual mínimo de sangue necessário
Polícia apreende drogas, armas e recupera veículos após confronto em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
