Conflito Israel-Hamas entra no 2º dia com ataques em Gaza
O ataque do Hamas e a reação israelense deixaram mais de 600 mortos
O conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas entrou no segundo dia hoje (8), com o registro de novas explosões na Faixa de Gaza. Até o momento, o ataque do Hamas e a reação israelense deixaram mais de 600 mortos, segundo autoridades.
O último balanço divulgado por Israel é de mais de 350 mortos no país. Na Palestina, o Ministério da Saúde fala em 313 civis mortos. Segundo as autoridades dos países, esses números ainda devem subir.
Em meio à escalada de vítimas registradas, Israel disse que vai evacuar todos os israelenses ao redor da Faixa de Gaza em 24 horas. O governo fez o anúncio em meio a uma força-tarefa para resgatar civis que são mantidos reféns pelo Hamas.
"Os ataques do Hamas são um brutal crime de guerra. Manter mulheres e crianças reféns viola a lei internacional e vai contra o islamismo. Quem participou disso vai pagar o preço", disse o porta-voz militar Daniel Hagari. Em paralelo, Tel Aviv faz uma série ataques contra instalações do Hamas em Gaza.
Segundo as Forças Armadas israelenses, duas salas de operações usadas pelo grupo islâmico foram bombardeadas durante a madrugada. Já pela manhã, 10 outros alvos também foram atingidos, entre eles um centro de inteligência, um quartel militar e mais um local onde eram produzidas armas e equipamentos militares.
O Hezbollah também assumiu a autoria dos novos ataques na Faixa de Gaza. O grupo classificou os atos como uma "solidariedade" ao povo palestino, e tiveram como alvos três postos militares em uma área conhecida como Fazendas de Shebaa, segundo o Hezbollah.
A área é ocupada por Israel desde 1967 e é reivindicada pelo Líbano. Israel respondeu aos ataques do Hezbollah disparando barragens de artilharia contra o sul do Líbano. O Hamas lançou uma ofensiva surpresa contra Israel no início da manhã de sábado (7), que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração de terroristas armados em território israelita. Segundo o grupo, 5 mil foguetes foram disparados. Israel alegou que os disparos foram 2 mil.
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