Educação mobiliza escolas sobre importância do Maio Laranja
Foram realizadas palestras, oficinas e rodas de conversa sobre o combate à exploração e ao abuso sexual infantojuvenil
A Secretaria de Educação de Maceió (Semed) realizou, durante o mês de maio, a Semana de Ações e Combate à Exploração e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. As atividades foram efetivadas em todas as escolas da rede pública municipal de ensino. O objetivo foi trabalhar a temática dentro do ambiente escolar e fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes.

Para sensibilizar e conscientizar a comunidade escolar acerca da importância do tema, os estudantes participaram de oficinas, rodas de conversa, palestras e demais atividades voltadas para a orientação sobre o cuidado com o corpo e como agir e falar frente a situações de violência sexual.
A ação teve ainda a parceria dos Conselhos Tutelares e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), bem como a colaboração de várias secretarias municipais, a exemplo da pasta de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes).
O coordenador de Ações Educacionais de Direitos Humanos da Semed, Luciano Amorim, destacou que a atuação dos assistentes sociais e psicólogos foi essencial em todo o processo e que o alinhamento para a realização das ações do Maio Laranja começou em abril, por meio de um workshop intersetorial, voltado ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
“A gente alinhou ações para ao longo do mês de maio, enquanto coordenação de direitos humanos. Sugerimos um calendário que foi compartilhado com os setores e com todas as escolas sobre as atividades que iriam acontecer durante todo o mês”, explicou o coordenador.

Na Escola Municipal Gastone Beltrão, o coordenador ressaltou que a ação contou com a participação de docentes e de uma equipe multiprofissional. “As palestras abordaram o cuidado com o corpo e exemplificaram, por exemplo, onde tocar, onde não tocar, onde permitir, como identificar falas, aproximações de pessoas adultas que podem apresentar comportamento estranho”, afirma Luciano.
A diretora da escola Gastone Beltrão, Elisângela Maria dos Santos, explicou que para mobilizar e conscientizar as crianças e adolescentes foi realizado um projeto que contou com a participação imprescindível da assistente social e de psicólogos para trabalhar com o aluno o combate ao abuso eàa violência sexual.
“Elas iniciaram esse projeto com a realização de palestras e rodas de conversa com os estudantes. Em seguida, eles nos devolveram por meio de desenhos, de forma escrita e também verbal”, afirmou a diretora.
Na Escola Municipal Antídio Vieira, os estudantes transformaram tudo o que aprenderam em palestras, rodas de conversa e um mapa corporal construído coletivamente denominado de “Semáforo de Cuidado de Si”. O mapa foi utilizado como instrumento para identificar e utilizar a escola como espaço de referência para compartilhar o combate de outros tipos de violência, além da sexual.
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