Laboratórios científicos em Alagoas receberão novos equipamentos e atualização dos já existentes
Investimento faz parte do Programa Mais Ciência, Mais Futuro, gerido por Secti e Fapeal
O segmento científico, de pesquisa e acadêmico do Estado recebeu uma boa notícia com investimentos no setor. O Governo de Alagoas vai beneficiar 16 laboratórios com novos equipamentos e atualização dos já existentes.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) publicou o resultado final do edital Pró-Equipamentos, voltado à aquisição de novos equipamentos de laboratório para as universidades públicas de Alagoas e também para manutenção e atualização de outros equipamentos importantes que já estão em uso.
O edital recebeu 85 propostas e contemplou 16, correspondendo à disponibilidade orçamentária do edital. Cinco delas destinam-se a equipamentos multiusuários, ou seja, as novas aquisições e melhorias financiadas em cada um nesses laboratórios vão beneficiar os pesquisadores de no mínimo mais outros três programas de pós-graduação.

O diretor-presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes, ressalta importância do investimento: “Esta é mais uma entrega do governador Paulo Dantas, que assumiu um grande compromisso com a nossa comunidade científica e acadêmica ano passado. Sabemos que uma das mais graves crises que vivemos recentemente foi a falta de investimentos, por parte do governo federal, em equipamentos para nossos laboratórios de pesquisas nas Instituições de Ciência e Tecnologia. A comprovação disso é que recebemos 85 propostas qualificadas e só podemos atender cerca de 20%. Mas, em Alagoas, estamos fazendo nossa parte”, destacou o gestor.
As instituições selecionadas no edital foram a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Um dos contemplados foi o professor Carlos Jacinto da Silva, doutor em Física, docente e coordenador de pesquisas na Ufal.
Ele está recebendo apoio do Governo de Alagoas para trocar dois dos três lasers e lentes especiais de um microscópio que custou R$ 2 milhões em recursos federais, no ano de 2015. Ele tem sido usado por pesquisadores de diversas unidades acadêmicas da Ufal e até mesmo de outras instituições de ensino.
“Com esse equipamento fazemos as mais diversas análises, sejam elas de caracterização de materiais do ponto de vista de física/química básica ou mesmo do ponto de vista aplicado. Por exemplo, ele foi bastante usado durante a pandemia do Corona Vírus para análises de amostras de sangue de pacientes do Hospital Universitário. Também tem sido usado para detecção de microplásticos em placenta. O estudo de detecção e de identificação de microplásticos é de extrema importância e muitas pesquisas estão voltadas para eles”, explicou o pesquisador.
No momento, o microscópio também está sendo utilizado para o estudo mais pontual de agentes biológicos, também com grande potencial de aplicação em medicina: “Por exemplo, dinâmica celular ou interações intracelular e intercelular de agentes agressivos tais como bactérias ou mesmo células tumorais, efeitos de fármacos, etc. Esses são apenas alguns exemplos do potencial de uso e da abrangência de áreas desse equipamento. Com essa manutenção estaremos potencializando ainda mais seu multiuso”, observou o professor Carlo Jacinto.
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