Morte de recém nascido em Chã Preta segue sob investigação da polícia
Heitor Silva Santos de 21 dias, encontrado sem vida em casa, pode ter tido morte acidental
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) informou que aguarda o resultado final do laudo cadavérico do recém nascido, Heitor Silva Santos, para dar prosseguimento as investigações do caso. O bebê de 21 dias foi encontrado morto em casa, no município de Chã Preta, na última sexta-feira (12). O Instituto Médico Legal de Alagoas (IML/AL) aguarda o resultado dos exames complementares para emitir o laudo cadavérico.
O delegado responsável pelo caso, Fernando Lustosa, também espera o auto de prisão em flagrante da mãe da criança. A mulher, que chegou a ser detida, foi liberada após audiência de custódia. Perícia feita pelo IML/AL no corpo de Heitor não identificou nenhum indício de violência contra a criança.
O perito médico legista, João Paulo, responsável pelo exame, relatou que não foram encontrados sinais de espancamento em Heitor. “Não houve a presença de equimoses ou fraturas, que poderiam indicar violência física” explicou o perito.
O exame cadavérico realizado no corpo da criança revelou indícios de asfixia mecânica por sufocação. Na prática, isso pode significar que o bebê pode ter tido as vias aéreas obstruídas por algum obstáculo (sufocamento direto), ou, pode ter ocorrido a compressão do tórax do bebê, impedindo sua expansão, como pode ocorrer em casos acidentais, por exemplo, quando um adulto dorme sobre a criança (sufocamento indireto).
Os indícios apontam para uma possível morte acidental da criança, uma vez que não existe nenhum sinal do emprego de violência, de acordo com o IML. Para aprofundar a investigação e obter mais informações, foram coletadas amostras de sangue, humor vítreo e conteúdo do estômago do recém-nascido. Esses materiais biológicos serão encaminhados para o Laboratório Forense do Instituto de Criminalística para a realização de exames complementares que ajudarão a esclarecer as circunstâncias da morte.
Próximo passo da investigação será o início das oitivas com familiares e vizinhos da vítima, que consiste no interrogatório das partes ou testemunhas envolvidas no fato.
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