Sesau orienta sobre as medidas para evitar criadouros do mosquito vetor da dengue
Cuidados com a higiene do ambiente domiciliar e algumas ações simples ajudam a eliminar o risco de proliferação do Aedes aegypti
O Brasil e Alagoas têm registrado uma alta no número de casos de dengue este ano. Em todo o país foram mais de 6,5 milhões de notificações, sendo 14.969 no território alagoano. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça as orientações sobre as medidas que são fundamentais para se evitar, dentro das residências, os criadouros do mosquito Aedes aegypti, uma vez que ele é o transmissor da doença.
De acordo com pesquisas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos criadouros do Aedes aegypti está em ambientes domiciliares. Locais com reservatórios, caixas d’água, galões e tonéis, por exemplo, acabam acumulando água da chuva ou de uso doméstico por longos períodos, propiciando que a fêmea do mosquito encontre o ambiente perfeito para depositar seus ovos e proliferar o inseto nas residências.
A enfermeira da Área Técnica Estadual de Arboviroses da Sesau, Naara Nascimento, salienta alguns cuidados que a população deve ter em casa para evitar a formação de criadouros de Aedes aegypti. “É fundamental realizar a limpeza dos nossos ambientes domiciliares de forma periódica e fazer a desobstrução de calhas e lajes. Tampar caixas d’água, reservatórios de água, até mesmo os depósitos pequenos, também é muito importante”, explica.
Naara Nascimento também frisa que os tutores precisam trocar constantemente a água colocada para os animais de estimação. Além disso, é importante que a população receba os agentes de endemias municipais devidamente identificados nas residências. Os profissionais farão uma inspeção no imóvel e orientarão sobre possíveis medidas que precisam ser adotadas para que o controle dos criadouros do mosquito seja ainda mais eficiente.

O zelador de um condomínio no Poço, em Maceió, Agriberto Araújo, destaca que sempre busca eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti no seu local de trabalho. “É um cuidado que precisa ser coletivo. Eu já fui vítima de chikungunya [doença também transmitida pelo Aedes aegypti] e sei o quanto é difícil se recuperar. Quanto mais a gente puder limpar nossos locais de convívio é importante para evitar que outras pessoas venham a se contaminar”, disse.
O último Panorama Quinzenal da Dengue em Alagoas, emitido pela Sesau na terça-feira (1º), aponta que, até a Semana Epidemiológica 39 deste ano, 14.969 casos de dengue foram confirmados no Estado. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado foram confirmados 3.979 casos.
Dezenove óbitos foram confirmados para dengue este ano nos municípios de Atalaia (1), Viçosa (1), Porto de Pedras (1), Rio Largo (1), Maceió (7), União dos Palmares (1), Murici (1), Craíbas (1), Teotônio Vilela (1), Arapiraca (1), Belo Monte (1), Boca da Mata (1) e São José da Laje (1). No mesmo período do ano passado foram registrados quatro óbitos nos municípios de Rio Largo (1), Campo Alegre (1), Craíbas (1) e Maragogi (1).
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