Dólar sobe 0,55%, a R$ 5,48, sob pressão de rendimentos maiores dos Treasuries
Dados de inflação serão destaque nesta semana
O dólar à vista fechou a segunda-feira (7) em alta, em sintonia com o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após investidores elevarem apostas de que o Federal Reserve promoverá um corte menor de juros em novembro.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,55%, cotado a R$ 5,4865. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento (DOLc1) registrava alta de 0,71%, a 5.504,50 pontos.
Dólar comercial
Compra: R$ 5,485
Venda: R$ 5,485
Dólar turismo
Compra: R$ 5,515
Venda: R$ 5,695
O que aconteceu com o dólar hoje?
Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada, a moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa no início do dia, dando continuidade ao movimento visto na sexta-feira. Às 9h23 o dólar marcou a cotação mínima de R$ 5,4204 (-0,66%).
Mas depois disso o dólar passou a escalar patamares mais elevados ante o real, acompanhando o avanço da divisa dos EUA ante boa parte das demais moedas de emergentes no exterior. O movimento estava em sintonia com a alta dos rendimentos dos Treasuries, com investidores precificando chances maiores de o Federal Reserve cortar os juros em 25 pontos-base em novembro — e não em 50 pontos-base, como fez em setembro.
Um juro não tão baixo, em tese, favorece o fluxo de divisas para os Estados Unidos, penalizando moedas como o real.
“O mercado ainda reflete o impacto do payroll, que veio muito acima do consenso, enquanto aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e os dados de pedidos de seguro-desemprego nos EUA”, afirmou Diego Gardi, analista e gerente comercial da B&T Câmbio, em comentário enviado a clientes.
“Esses indicadores podem fornecer pistas sobre os próximos cortes de juros no país, já que o mercado de trabalho está superaquecido, afastando o risco de recessão”, acrescentou.
O relatório de emprego payroll dos EUA mostrou na sexta-feira que a economia norte-americana abriu 254.000 vagas fora do setor agrícola em setembro, ante 159.000 em agosto (dado revisado para cima). O resultado ficou bem acima dos 140.000 postos projetados por economistas ouvidos pela Reuters, contra 142.000 em agosto no dado informado originalmente.
A preocupação em torno da escalada do conflito envolvendo Israel e outros países do Oriente Médio também dava certo suporte ao dólar. Nesta segunda-feira Israel intensificou sua ofensiva aérea e terrestre em Gaza com mais ataques a militantes e postos de comando do Hamas, no primeiro aniversário da guerra.
Neste cenário, o dólar à vista marcou a máxima de R$ 5,4933 (+0,68%) às 15h56. Apesar da pressão altista, a moeda não teve fôlego para superar os R$ 5,50 — ponto técnico que, segundo operadores, tem disparado ordens de venda da moeda norte-americana.
No fim da tarde o dólar seguia em alta ante boa parte das demais divisas no exterior. Em relação a outras divisas fortes, porém, o dólar oscilava em leve baixa.
Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 1º de novembro de 2024.
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