Filho acusa UPA de demora no diagnóstico de infarto que resultou na morte de seu pai
Família relata omissão de atendimento e erros que poderiam ter sido evitados

Um homem procurou a equipe do 7segundos para realizar uma denúncia de negligência médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Universitária, em Maceió, após a morte de seu pai que apresentava sintomas clássicos de infarto. Segundo o filho, o pai deu entrada na unidade na manhã do dia 26 de dezembro, por volta das 9h30, com queixas de dores intensas no peito, falta de ar, cansaço extremo e suor frio. Apesar dos sintomas alarmantes, ele não recebeu o atendimento adequado e veio a óbito no dia seguinte.
No primeiro atendimento, após passar pela triagem e realizar um eletrocardiograma, o paciente foi encaminhado à área vermelha da UPA. A enfermeira que realizou o exame identificou alterações no coração, mas afirmou que o diagnóstico caberia ao médico plantonista. De acordo com o relato, o médico desconsiderou a possibilidade de infarto e diagnosticou gastrite, medicando o paciente com analgésicos e medicamentos para o sistema digestivo, como Buscopan, Domperidona e Pantoprazol. Apesar de continuar sentindo fortes dores, ele recebeu alta às 21h do mesmo dia, com prescrição para continuar o tratamento em casa.
Durante a madrugada, o estado de saúde do homem piorou. Ele apresentou vômitos, dores intensas no peito e falta de ar. Na manhã do dia 27, por volta das 6h40, a família o levou novamente à mesma unidade de pronto atendimento. O relato do filho destaca a demora no atendimento: não havia equipe disponível no momento da chegada, e foi necessário esperar enquanto os funcionários estavam em pausa. O paciente foi levado em uma cadeira de rodas à área vermelha, onde foi atendido novamente pelo mesmo médico da noite anterior.
A família relata que teve que implorar para que o médico providenciasse uma transferência para o Hospital Geral do Estado (HGE), dada a gravidade do caso. Segundo o filho, apenas após horas de espera e após a chegada da equipe do SAMU, foi constatado que o paciente estava sofrendo um infarto do miocárdio. De imediato, a equipe do SAMU questionou o médico da UPA sobre o atraso na regulação para emergências, que ainda não havia sido feita.
O paciente foi transferido ao HGE, onde recebeu atendimento especializado e passou por um cateterismo de urgência para desobstrução das artérias. No entanto, o diagnóstico tardio e o tempo perdido no atendimento resultaram em complicações que levaram à sua morte.
Em lágrimas, o filho denuncia a falta de preparo da equipe da UPA e a negligência no tratamento de um caso de emergência. “Meu pai já estava infartado no primeiro atendimento, mas o médico afirmou que era gastrite. Essa demora custou a vida dele. Ele poderia estar vivo se tivessem agido com rapidez e competência”, desabafou.
Até o momento, a Secretaria de Saúde do Estado não se pronunciou oficialmente sobre o caso, nossa equipe aguarda o retorno da Sesau sobre este caso.
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