Sogro de suspeita de envenenar bolo também consumiu arsênio antes de morrer no RS
Resultado foi confirmado após exames de exumação do corpo de Paulo Luiz dos Anjos, feito pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP)
O sogro da mulher presa, suspeita de matar três membros da mesma família por envenenamento após comerem um bolo, também consumiu arsênio antes de morrer.
O resultado foi confirmado após exumação e exames do corpo Paulo Luiz dos Anjos, feito pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), nesta quarta-feira (8).
Ao avançar nas investigações, o IGP exumou o corpo no Cemitério São Vicente, em Canoas (RS), que era sogro da suspeita, Deise Moura. Paulo Luiz morreu em setembro do ano passado por uma suposta intoxicação alimentar.
Deise Moura está presa desde o último domingo (5), a polícia encontrou sinais da substância arsênio na urina e no estômago das vítimas que morreram após comer o bolo de café da tarde.
A equipe técnica da perícia conduziu o procedimento, que consistiu na coleta de amostras biológicas para análise laboratorial. O objetivo é verificar a presença de arsênio e outras substâncias tóxicas que possam ter contribuído para o óbito.
Após a coleta do material genético, o corpo foi reconduzido ao túmulo.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) dará mais detalhes em coletiva de imprensa para informar os resultados da exumação do corpo e atualizações da investigação.
Entenda o caso
Segundo a polícia, a causa das mortes que ocorreram pelo bolo foi envenenamento por arsênio. A polícia encontrou sinais da substância arsênio na urina e no estômago das vítimas que morreram após ingerirem o alimento.
Além de arsênio, durante a perícia realizada na residência onde o encontro aconteceu, a Polícia Civil encontrou diversos alimentos vencidos. Amostras desses produtos e materiais biológicos das vítimas foram encaminhadas ao Centro de Informações Toxicológicas (CIT), em Porto Alegre. Os corpos das vítimas fatais passaram por necropsia no Instituto-Geral de Perícias (IGP).
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou que o veneno utilizado para contaminar o bolo foi misturado na farinha utilizada no preparo. A informação foi divulgada após a análise pericial, que encontrou altas quantidades de arsênio nas amostras de urina e estômago das vítimas fatais.
A perícia constatou que a menor quantidade de arsênio encontrada no organismo de uma das vítimas foi 80 vezes maior do que o limite para contaminação ocupacional. Na vítima com a maior concentração da substância, essa quantidade foi 350 vezes superior.
A polícia ainda investiga como o arsênio foi parar na farinha e quem era o alvo da suspeita.
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