Corregedoria indicia PMs por envolvimento em morte de delator do PCC
Segundo SSP, 10 dos 17 PMs presos por ligação com o crime foram indiciados. Os demais devem ser indiciados formalmente na próxima semana
A Corregedoria da Polícia Militar (PM) indiciou 10 policiais militares presos por suspeita de envolvimento no assassinato do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorrido em novembro do ano passado. Outros sete PMs devem ser indiciados formalmente na próxima semana.
O indiciamento de 10 PMs foi confirmado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
“O Inquérito Policial Militar (IPM) segue em andamento sob segredo de Justiça, razão pela qual mais informações serão preservadas. A Polícia Militar ressalta que não tolera desvios de conduta e pune com severidade todos os agentes que transgridem a lei”, afirmou a SSP, em nota.
Relembre o caso
Vinícius Gritzbach, de 38 anos, foi assassinado com 10 tiros na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024.
O empresário era jurado de morte pelo PCC e acabava de retornar de uma viagem a Alagoas, onde permaneceu sete dias com a namorada e seguranças particulares, entre eles um policial militar.
Em delação, Gritzbach detalhou como a facção lavava dinheiro, além de revelar as extorsões realizadas por policiais civis. Tanto policiais civis quanto militares investigados pela força-tarefa foram afastados de suas funções.
A Secretaria da Segurança Pública formou uma força-tarefa para investigar o crime. Até o momento, 17 policiais militares foram presos por envolvimento na execução e pelo trabalho de escolta pessoal de Gritzbach.
A investigação inicial, conduzida pela Corregedoria, evoluiu para um Inquérito Policial Militar instaurado no fim de 2024. Apurou-se que informações estratégicas vazadas por policiais militares – da ativa, da reserva e ex-integrantes da corporação – permitiam que membros da organização criminosa evitassem prisões e prejuízos financeiros.
Entre os principais beneficiados pelo esquema estavam líderes e integrantes da facção criminosa PCC, alguns já falecidos, outros procurados, como Marcos Roberto de Almeida, conhecido como “Tuta”, e Silvio Luiz Ferreira, apelidado de “Cebola”.
Últimas notícias
Homem fica ferido após colisão entre moto e carreta em União dos Palmares
[Vídeo] Exposição criativa revela talentos e projetos de estudantes da Escola Virgem dos Pobres
BPTran recupera 12 motos roubadas e prende dois suspeitos em Marechal Deodoro
Polícia Militar apreende 28 armas de fogo e mais de 25 kg de drogas
Cadeirante é presa tentando entrar com drogas e celulares em penitenciária de Maceió
Em Maragogi, Renan Filho anuncia nova rodovia, estrada rural e mercado público
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Banco do Brasil lança plataforma digital para venda de imóveis
