Defensoria defende indícios de afundamento do solo na Av. Fernandes Lima e repudia minimização da gravidade
Estudo é do ano de 2022, mas a própria Defensoria só teve acesso em março de 2025
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) afirmou, em nota, estranhar a 'tentativa de negar' o estudo que aponta indícios que o afundamento do solo, causado pela mineração, chegou à Av. Fernandes Lima e a outras regiões de Maceió.
A nota técnica que traz os indícios foi elaborada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) no dia 4 de abril de 2022, mas só foi divulgada semana passada, quando a Defensoria teve acesso.
Na terça-feira (18), o próprio Serviço Geológico, a Defesa Civil Nacional (DCN) e a Defesa Civil de Maceió (DCM) divulgaram uma nova nota técnica dizendo que as afirmações são inverídicas.
Para a Defensoria, a mudança de posicionamento compromete a credibilidade das informações. Além disso, aponta que a nova nota ignora pontos fundamentais da de 2022, como a necessidade de levantamentos mais precisos, o afundamento sutil na região do Flexal e falhas no monitoramento feito pela Defesa Civil Municipal.
“A tragédia de Maceió não pode ser relativizada ou reduzida a disputas políticas e institucionais. (...) Há relatos de suicídios e de adoecimento psicológico severo entre os atingidos (...) é inaceitável qualquer tentativa de distorcer informações técnicas para minimizar a gravidade dos fatos”.
A nota pública da defensoria é assinada pelo defensor Ricardo Antunes Melro, coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva.
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