“Lula desmonta recuperação de dependentes químicos”, diz Leonardo Dias após cortes
Vereador fez duras críticas ao Governo pela decisão de cortar 20% das verbas destinadas às comunidades terapêuticas
O vereador Leonardo Dias (PL), fez duras críticas ao Governo Lula pela decisão de cortar 20% das verbas destinadas às comunidades terapêuticas. A medida causa um verdadeiro desmonte nas políticas públicas destinadas à recuperação de dependentes químicos em Maceió e no restante do país.
Durante seu pronunciamento na Sessão Ordinária desta quinta-feira (27), Dias afirmou que a redução do financiamento comprometerá o tratamento de dependentes, agravando ainda mais o problema da população de rua, que inclui muitos usuários de entorpecentes.
“Ontem, foi anunciado o corte de 20% das verbas para as comunidades terapêuticas. Este é mais um exemplo de como a cidade de Maceió e o país estão sendo prejudicados por uma ação equivocada deste desgoverno”, destacou o vereador.
Com o corte, 405 das 585 entidades que atualmente operam no Brasil deixarão de receber recursos federais, afetando diretamente 33 mil pessoas que dependem desses serviços para a recuperação.
Para o vereador, o impacto será devastador, pois muitas dessas comunidades enfrentarão o risco de fechamento, o que ampliará ainda mais o número de pessoas sem acesso a tratamento adequado. Dias também fez uma comparação entre o custo de uma vaga em uma comunidade terapêutica, estimado em R$ 1.100, e o custo de uma vaga em um presídio, que pode chegar a R$ 4.300.
“Lula está promovendo desmonte da recuperação de dependentes químicos. É um absurdo que se deixe de investir na recuperação dessas vidas, optando por gastar muito mais com o sistema prisional”, lamentou.
Leonardo também ressaltou que, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), Alagoas foi o estado que mais recebeu recursos para as comunidades terapêuticas, o que ajudou a reduzir os problemas relacionados ao consumo de drogas e à população de rua. O vereador teme que, com o corte, a situação se agrave, principalmente nas áreas de Maceió, onde já existem pontos conhecidos como “cracolândias”.
Além disso, o vereador criticou o fato de a resolução dificultar o reconhecimento de comunidades terapêuticas que possuem vínculo religioso, o que, segundo ele, é uma forma de perseguição ideológica contra as instituições religiosas.
“É difícil compreender como uma medida dessas pode ser tomada, quando sabemos que ela vai resultar no agravamento da situação social e no aumento da marginalidade. A tendência é que o problema se intensifique e mais vidas sejam jogadas nas ruas”, finalizou Leonardo Dias.
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