'Tarifaço' de Trump causa risco de recessão mundial, alerta especialista
Até a próxima quarta (9), todos os países pagarão apenas essa tarifa adicional de 10% — exceto aqueles que foram alvos de ações específicas anteriormente, como México e Canadá
O 'tarifaço' imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos seus países parceiros comerciais causa um grande risco de uma recessão mundial, alertou Lucas Ferraz, professor da FGV, em comentário realizado na edição de estreia do Mercado Aberto desta segunda-feira (7).
"O grande risco que todos acabam correndo é de termos uma recessão mundial. E isso vai depender muito da reação dos outros países. A China já anunciou uma retaliação, 'tête-à-tête' de 34%, que foi o imposto anunciado dos Estados Unidos contra as exportações chinesas, somando-se aos 20% que já havia sido colocado".
"A União Europeia também anunciou a retaliação. É possível que tenhamos desvios de comércio. Então isso tudo vai depender da escalada dessa guerra.
Lucas Ferraz"
No sábado (5), entrou em vigor a determinação que impõe uma tarifa adicional de 10% sobre todas as importações de todos os parceiros comerciais dos EUA. A taxação foi anunciada por Trump em evento na Casa Branca e publicado em uma ordem executiva da agência governamental US Trade Representative.
Até a próxima quarta (9), todos os países pagarão apenas essa tarifa adicional de 10% — exceto aqueles que foram alvos de ações específicas anteriormente, como México e Canadá.
O professor Lucas Ferraz, no entanto, pontuou que, para o Brasil, as tarifas impostas por Donald Trump não impactam tão drasticamente como em outros países.
"Na foto atual, o Brasil até que não ficou tão ruim, uma vez que a nossa tarifa ficou muito mais baixa do que vários competidores importantes no mercado americano".
"Como a própria China, como a própria União Europeia, como o próprio Japão, Coreia do Sul e etc. Então é até possível que a gente consiga ganhar em alguns setores da indústria, lembrando que Estados Unidos é o nosso principal destino de exportações industriais".
"E também, por que não, no mercado chinês, uma vez que os produtos agrícolas americanos, que concorrem com os produtos agrícolas brasileiros exportados pela China, também foram tarifados, então é possível que tenhamos aí oportunidades de soja, milho, algodão, carnes e outras commodities agrícolas.
Lucas Ferraz".
Economia dos EUA vive admirável mundo novo às avessas, diz Felipe Salto
"Após os 'tarifaços' impostos pelo presidente Donald Trump, a economia dos Estados Unidos vive um admirável mundo novo às avessas, pontuou o colunista Felipe Salto, em referência ao famoso livro dos anos 30.
"É uma espécie de 'Admirável Mundo Novo', como naquele livro do Aldous Huxley, lá dos anos 30, só que é às avessas, porque não tem nada de admirável e, na verdade, não tem nada de novo".
"É uma volta ao passado, uma política quase mercantilista, do ponto de vista da fixação de maneiras tarifárias bastante expressivas para praticamente todos os parceiros comerciais relevantes dos Estados Unidos.
Felipe Salto".
Veja também
Últimas notícias
Ceci amplia diálogo regional e apresenta resultados da gestão de Atalaia em Santana do Ipanema
Prefeitura entrega Centro de Educação Infantil e reforça transformação social no Manoel Teles
Corpo de cadeirante que viralizou em Maceió é cremado no Recife
Supremo tem maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Bolsonaro é internado em UTI hospitalar com broncopneumonia bilateral
Morte de agente de saúde pode estar ligada a relacionamento amoroso, diz polícia
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
