Padrasto do pequeno Rhavy presta depoimento e diz que tentou reanimar a criança
prisão em flagrante do padrasto de Rhavy, foi convertida em preventiva
O padrasto do pequeno Rhavy Abraão Alves de Lima, encontrado morto na manhã dessa terça-feira (13), disse, em depoimento ao delegado Emanuel Rodrigues, disse que tentou reanimar a criança no momento em que o encontrou desacordado, caído no chão. Manoel Pedro Tavares de Souza, de 23 anos, diz que chegou a tentar fazer respiração boca a boca em Rhavy, mas, sem sucesso. Ele segue negando que tenha cometido o homicídio.
Manoel segue sendo o principal suspeito de ter agredido de forma violenta a criança de apenas 2 anos. A suposta agressão provocou uma ruptura no fígado, que ocasionou uma hemorragia interna. A prisão em flagrante do padrasto de Rhavy foi convertida em preventiva.
Durante o depoimento, ele explicou como teria encontrado o menino no dia em que ele morreu. Segundo o suspeito, o irmão mais velho da vítima, de seis anos, foi quem teria o encontrado primeiro. O padrasto conta que foi acordado pelo irmão de Rhavy para verificar a situação. “Se encontrava no chão e sem respirar. Aí tive que emborcar ele, vi que a fisionomia dele estava fora do normal e pus ele na cama. Abri o casaco dele e comecei a fazer com que a pulsação dele voltasse, mas não voltou, e respiração boca a boca. Aí quando vi que ele não ia voltar, liguei imediatamente para a mãe dele”, explicou o acusado.
Na ocasião, o padrasto da vítima estava sozinho em casa com os três filhos da companheira, mãe de Rhavy, que teria saído para pela manhã para ir à academia e visitar a avó do menino. Ao retornar, ela foi informada pelo companheiro de que o filho não estava mais respirando.
Ainda durante o depoimento, ele diz que a mãe da criança teria saído de casa por volta das 7h da manhã, e, cerca de 10h, ligou para ela, informando que o pequeno Rhavy estaria sem vida.
O delegado Emanuel Rodrigues questionou ao suspeito se, por alguma vez, ele teria agredido as crianças, o que veementemente negado por Manoel: “Não chegava a esse ponto. Não corrigia as crianças nem verbalmente, nem fisicamente”. afirmou.
O laudo do exame de necropsia confirmou que Rhavy morreu em decorrência de uma hemorragia interna, causada pela ruptura do fígado após uma pancada violenta nas costas. A lesão foi classificada como incompatível com acidentes domésticos ou quedas simples, o que, segundo a polícia, reforça a hipótese de agressão.
Em depoimento, a mãe disse que mantinha um relacionamento com o suspeito há sete meses. Ela afirmou que nunca presenciou atitudes agressivas do companheiro, embora tenha reconhecido que ele demonstrava pouco afeto pelas crianças. Para ela, esse comportamento era aceitável, devido ao curto tempo de convivência entre eles.
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