Albino Santos Lima, o serial killer alagoano, enfrenta segundo julgamento na próxima sexta-feira
O acusado espalhou uma verdadeira onda de terror em Maceió, matando jovens de maneira fria e tirando selfies em suas sepulturas
O segundo júri popular de Albino Santos Lima, acusado de ser um dos maiores assassinos em série da história recente de Brasil, acontece nesta sexta-feira (6), no Fórum de Maceió. O réu será julgado pelo assassinato da jovem trans Louise Gbyson Vieira de Melo, de apenas 18 anos, executada com vários tiros na porta de casa, no bairro do Vergel do Lago, em dezembro de 2023.
Louise havia acabado de retornar da escola quando foi morta. Segundo relatos de testemunhas, ela chegou a pedir ajuda a uma amiga ao perceber que estava sendo seguida por um carro. Mesmo acompanhada, foi surpreendida por Albino, que se aproximou e atirou várias vezes contra sua cabeça, sem qualquer chance de defesa da vítima. O crime teve forte repercussão por sua brutalidade e possível motivação transfóbica.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou Albino por feminicídio qualificado por motivo torpe, com uso de recurso que impediu a reação da vítima. De acordo com a denúncia, o réu agiria por ódio ao sexo feminino, escolhendo suas vítimas por puro sentimento de repulsa, o que ele mesmo chamava de “justiçamento”.
Exames periciais confirmaram que os disparos que mataram Louise partiram de uma pistola calibre 380, registrada em nome do pai de Albino, um policial militar da reserva. A mesma arma teria sido usada em outros assassinatos atribuídos ao réu.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Albino responde a pelo menos 10 processos no Tribunal do Júri, todos por homicídios ocorridos na parte baixa da capital, especialmente no bairro da Ponta Grossa. Ele é acusado de ser o autor de 18 assassinatos, a maioria com características semelhantes: vítimas sendo mulheres jovens, alvejadas com extrema violência e sem chances de defesa
Albino foi preso em setembro do ano passado, durante operação que apurava a execução da adolescente Ana Beatriz Santos Tavares, de 16 anos. Em abril deste ano, foi condenado a 37 anos de prisão pela morte do adolescente Emerson Wagner da Silva, de 17 anos, e pela tentativa de homicídio contra outro jovem.
Agora, ele volta a encarar a Justiça por um crime que chocou não só familiares e amigos de Louise, mas também a comunidade alagoana em geral.
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