Concurso Municipal de Coco de Roda movimenta o São João Raiz Massayó com tradição e ritmo no pé
De 11 a 15 de junho, 17 grupos disputam o Concurso no São João Raíz Massayó, celebrando tradição e identidade
No compasso dos tambores, na pisada forte e no som das palmas, o coração do São João Raiz bate mais forte no estacionamento do Mercado das Artes 31. Até o dia 15 de junho, a partir das 18h, 17 grupos de coco de roda vão mostrar sua arte, resistência e alegria durante o Concurso Municipal de Coco de Roda, promovido pela Prefeitura de Maceió dentro da programação do São João Massayó 2025.
Com o cheiro de milho no ar e as bandeirolas coloridas decorando a arena, o espaço virou palco e chão sagrado para a dança ancestral. O público se aproxima e se deixa levar pelo gingado dos dançarinos e pelo toque contagiante dos pandeiros.
Os grupos vêm de vários bairros da capital, com suas indumentárias bordadas à mão, letras autorais e coreografias que mesclam tradição com toques contemporâneos. A pluralidade encanta o público e reforça o compromisso do São João Raiz em valorizar expressões culturais autênticas.
O Coco Catolé, do bairro Benedito Bentes, foi o primeiro grupo da noite a se apresentar. Com apenas 18 anos, o dançarino Paulo Victor é um dos jovens integrantes da equipe, que existe desde 2019. Ele falou sobre a emoção de abrir a programação. “A emoção e a expectativa são altas. Também bate um nervosismo por ser o primeiro grupo da noite, mas estamos preparados e ensaiamos muito para estar aqui”, contou empolgado.

Entre o público, a jornalista Cláudia Leite marcou presença e se mostrou encantada com a força das tradições locais: “É emocionante ver de perto essa energia. O coco é raiz, é identidade, é arte pulsando no chão. Dancei coco quando era criança, na época da escola, estou aqui como fã mesmo”, disse ela.
A cada noite, o júri avalia quesitos como ritmo, originalidade, figurino e harmonia. Mas quem realmente vence é a cultura popular, fortalecida por um evento que proporciona visibilidade e reconhecimento aos artistas locais. Para muitos, o verdadeiro São João pulsa ali no chão, na palma da mão e no sorriso de quem sabe que manter viva a tradição é também dançar contra o esquecimento.
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