Lei brasileira não prevê que Itamaraty pague translado do corpo de brasileira morta na Indonésia
Lei de 1997 especifica que assistência consular não inclui translado nem pagamento de despesa com sepultamento de brasileiros mortos no exterior
A Legislação Brasileira não prevê que o governo arque com o translado do corpo e nem com as despesas de sepultamento de brasileiros mortos no exterior.
Por causa disso, a família e os amigos da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta após cair em penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, terão que arcar com os custos. O corpo dela foi encontrado cerca de 600 metros abaixo da trilha, quatro dias depois do início do resgate (veja o infográfico que detalha como foi a queda).
A lei 9.199/2017 estabelece que "a assistência consular não inclui o pagamento de despesas com sepultamento e translado de corpos de brasileiros falecidos no exterior, nem despesas com hospitalização, exceto em casos médicos específicos e atendimento emergencial de caráter humanitário".
Por enquanto, a prioridade do Itamaraty tem sido prestar apoio à família de Juliana e concluir o processo de resgate. A apuração sobre responsabilidades e eventuais negligências, virão depois. A embaixada do Brasil deslocou três funcionários para acompanhar a operação no local, distante 1,2 mil km de Jacarta, onde fica a unidade. Apurações sobre responsabilidades virão depois.
Orientações a turistas brasileiros de aventura
Após a conclusão do resgate, e apuração do que de fato aconteceu, o Itamaraty avalia rever as recomendações dadas a turistas de aventura brasileiros no exterior. As recomendações vigentes são de 2021 e genéricas. Preveem, por exemplo, que a decisão de percorrer áreas de risco é de "responsabilidade do cidadão", que precisa ter presente que a assistência consular que o governo brasileiro poderá ter de prestar-lhes, e a seus familiares, será muito limitada.
O Itamaraty analisa esse caso e outros para revisar as recomendações aos turistas de aventura, como quais itens levar ou quais critérios observar para contratar empresas. De toda forma, lembram tratar-se apenas de recomendações. O Itamaraty publicou desde 2023 aviso desaconselhando a ida a países do Oriente Médio, mas, quando eclodiu a guerra no Irã, diversos brasileiros ficaram presos na região.
A avaliação dos diplomatas ouvidos pelo blog é de que o tempo da diplomacia é diferente do tempo das redes sociais, onde circularam rapidamente vídeos sobre o caso e até informações que sugerem que as equipes de resgate indonésias não estavam preparadas para encarar as condições climáticas e do terreno do Monte Rinjani.
A família de Juliana publicou no domingo (22), por exemplo, que a equipe de resgate não havia conseguido sequer levar água e comida para a brasileira porque as cordas à disposição não tinham tamanho suficiente para chegar até ela.
Integrantes do Itamaraty ressaltam, contudo, que é necessário verificar, por exemplo, se a corda ser insuficiente foi, de fato, uma falha, ou se Juliana se deslocou do local onde estava inicialmente, o que poderia ter alterado o planejamento.
Ressaltam, ainda, que as condições no terreno são muito adversas. Só a operação para o resgate do corpo, após a brasileira ter sido localizada levou quase um dia inteiro. O deslocamento para o local onde será feita a autópsia deve levar mais duas horas, tendo em vista a distância do centro urbano mais próximo.
Por ora, os diplomatas envolvidos na operação trabalham com o que já se tem de concreto. Primeiro, que houve uma informação equivocada repassada pelos administradores do parque, de que eles haviam conseguido levar alimentos à Juliana. Segundo, que todas as autoridades contatadas desde a notícia da queda foram solícitas e sensíveis à gravidade da situação.
Os contatos têm sido feitos com o chanceler da Indonésia e com o governador da região onde fica o vulcão.



Fonte: reprodução/G1 Globo
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