Cabo Bebeto alerta que associação de equoterapia pode fechar por falta de repasses
Deputado estadual usou as redes sociais para alertar sobre a situação
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) usou suas redes sociais para denunciar, mais uma vez, o cenário da Saúde Pública de Alagoas, destacando o risco iminente de fechamento da Associação de Equoterapia de Alagoas (AEA), instituição pioneira no estado no atendimento terapêutico com cavalos.
Segundo o parlamentar, a AEA, que atua desde 1995 e atende atualmente pessoas com autismo, síndrome de Down, hiperatividade e deficiência intelectual, está à beira de encerrar suas atividades devido à falta de pagamento por parte do Governo do Estado. "Ela atende adultos com autismo, justamente essa faixa etária em que o Estado de Alagoas não oferece nenhum suporte. Muitos têm na equoterapia a única forma de evoluir e melhorar o seu quadro de saúde", afirmou Cabo Bebeto.
O deputado explicou que a associação tem capacidade para atender até 230 pessoas, sendo 200 dessas vagas custeadas por um convênio com a Secretaria de Estado da Saúde. No entanto, o Estado está há 10 meses sem efetuar os repasses devidos, acumulando uma dívida de mais de meio milhão de reais com a instituição.
“Eu lhe pergunto: alguma empresa consegue funcionar e sobreviver desse jeito? Como é comum o Estado contratar e não pagar aqui em Alagoas?”, questionou o parlamentar, citando outras áreas afetadas pela inadimplência, como serviços de homecare, clínicas para dependentes químicos, hospitais, maternidades e empresas terceirizadas. “Quem não é da panelinha do governador trabalha e não recebe”, denunciou.
Cabo Bebeto alertou ainda para a proximidade das eleições de 2026 e pediu a reflexão da população salientando que "não é possível que a gente vá renovar esse mesmo grupo político aqui no Estado para mais uma vez passarmos semanalmente denunciando e não vendo nada melhorar”, criticou.
Finalizando sua fala, o deputado lamentou a precariedade da saúde pública em Alagoas. “Só vai para a saúde pública quem precisa, quem não pode pagar o privado. E quem está procurando, está reclamando e muitas vezes morrendo, agonizando sem ser atendido. É uma vergonha a Saúde Pública de Alagoas”, concluiu.
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