[Vídeo] Operação Shamar: Mais de 20 suspeitos de crimes contra mulheres são presos em AL
Ação faz parte do Agosto Lilás e cumpre 32 mandados contra acusados de feminicídio, violência doméstica, estupro e ameaças
Uma grande ação das forças de segurança de Alagoas resultou, nas primeiras horas desta sexta-feira (1º), na prisão de 22 suspeitos de crimes praticados contra mulheres, como feminicídio, estupro, ameaças e violência doméstica. A ofensiva faz parte da Operação Shamar, deflagrada em diversas cidades do estado.
Ao todo, estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão preventiva, dentro da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher.
A coordenadora das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher, a delegada Ana Luíza Nogueira destacou que a ação tem alcance nacional e reforça o compromisso com a proteção e integridade das vítimas.
“A Operação Chamar visa prender agressores que representam risco à vida das mulheres. O nome da ação, de origem hebraica, significa proteção, cuidado. Isso simboliza o esforço conjunto das forças de segurança para salvaguardar a vida das vítimas de violência doméstica”, afirmou a delegada.
A escolha do mês de agosto para a operação não é por acaso. É nesse período que se comemora a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), marco legal no enfrentamento à violência de gênero no país.
“O Agosto Lilás é um mês emblemático para a causa. Esta operação é mais uma forma de dar visibilidade ao problema e mostrar que o estado não será conivente com nenhum tipo de agressão às mulheres”, completou Ana Luíza.
De acordo com a delegada, as prisões já realizadas representam dois avanços importantes: protegem diretamente as vítimas e enfraquecem a sensação de impunidade, ainda presente em muitos casos.
“Somente neste ano, Alagoas já registra o maior número de agressores presos de toda a série histórica. Somente hoje, já são mais de 20 homens detidos por crimes graves, como lesão corporal, estupro e violência sexual, todos motivados por questões de gênero”, revelou.
Ana Luíza também fez um apelo à sociedade: que a violência contra a mulher seja denunciada.
“A maioria desses crimes ocorre dentro de casa, ambiente onde a polícia só pode atuar após denúncia. Por isso, é fundamental que vítimas, familiares e vizinhos não se calem. A ideia ultrapassada de que 'em briga de marido e mulher ninguém mete a colher' precisa ser superada. A omissão pode custar vidas”, alertou.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 180, canal nacional de apoio à mulher, ou diretamente nas delegacias da Polícia Civil.
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