Relator do Orçamento quer flexibilizar arcabouço fiscal de Haddad
Isnaldo Bulhões propõe retirar do teto fiscal gastos temporários com saúde e educação financiados pelo Fundo SocialF
Relator-geral do Orçamento de 2026, o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) protocolou um projeto de lei complementar que propõe excluir das regras do arcabouço fiscal os gastos temporários com saúde e educação bancados pelo Fundo Social.
A ideia é garantir que essas despesas representem investimentos adicionais — e não apenas substituam outras fontes orçamentárias.
A proposta prevê que os valores fiquem fora tanto do limite de crescimento das despesas primárias quanto das metas do arcabouço fiscal.
A exclusão se aplica especificamente aos recursos autorizados pela Lei nº 15.164, sancionada em julho de 2025, que permite o uso de até 5% do Fundo Social para saúde e educação por até cinco anos.
Na justificativa, Bulhões afirma que manter esses gastos dentro dos limites fiscais poderia forçar cortes em áreas igualmente prioritárias, como segurança pública, ciência e tecnologia. Segundo ele, o impacto estimado da medida é de R$ 1,5 bilhão por ano.
O texto também propõe retirar do teto as despesas associadas a empréstimos internacionais e suas contrapartidas nacionais. O argumento é que esses contratos já têm finalidades e prazos definidos, e submetê-los às amarras fiscais pode gerar atrasos, perda de recursos e até multas.
A proposta determina ainda que caberá à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de cada ano definir como os recursos do Fundo Social serão distribuídos entre saúde e educação, além de estabelecer prioridades de aplicação.
“As necessidades são dinâmicas”, justificou o deputado.
MP do Fundo Social
A Lei nº 15.164 teve origem em uma medida provisória aprovada pelo Congresso. Ela ampliou o escopo do Fundo Social — originalmente vinculado à exploração do pré-sal — para incluir projetos sociais e estruturais, como habitação popular, segurança alimentar, infraestrutura hídrica e combate às mudanças climáticas.
O uso direto do fundo para saúde e educação, no entanto, foi limitado a 5% do total anual por até cinco exercícios financeiros e ainda depende de regulamentação específica. O projeto apresentado por Bulhões antecipa parte dessa regulamentação ao estabelecer que essas despesas devem ser tratadas como adicionais, fora dos limites do arcabouço.
Últimas notícias
Caminhão-pipa quebra e fica atravessado no meio da pista em Arapiraca
Prefeitura de Major Izidoro intensifica manutenção e limpeza de barragens na zona rural
Prefeitura de Maragogi realiza Jornada Pedagógica 2026 e fortalece o compromisso com a educação
Mestrado da Uneal lança edital para seleção de aluno especial
Uneal nega irregularidades e afirma que pagamentos de bolsas seguem normas internas
Acidente com vítima fatal é registrado na BR-104, em Branquinha
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
